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Proposta didática para o desenvolvimento da competência fonética e fonológica em português como L2 de estudantes com quimbundo como L1

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação consiste na análise das representações ortográficas por alunos do 5º e 6º anos de escolaridade de duas escolas da província de Malanje em Angola, Quifucussa e Calandula. Para o efeito, foi solicitado aos sujeitos avaliados que descrevessem de forma escrita tudo aquilo que observavam em imagens. Avaliou-se uma população de 55 alunos dos dois sexos divididos em três grupos experimentais. O primeiro grupo é composto por 22 alunos do 5º ano de Calandula, o segundo grupo é constituído por 15 alunos de Calandula do 6º ano e o terceiro grupo é constituído por 18 alunos a frequentarem também o 5º ano em Quifucussa. São alunos falantes do Português como L2 e cuja língua materna é o quimbundo, uma língua bantu de Angola. As estruturas silábicas analisadas neste trabalho são as seguintes: ataques não ramificados, ataques ramificados, núcleos simples e ramificados e as codas. Foram discutidas as dificuldades na aprendizagem da escrita da L2 de todos os formatos silábicos, à exceção dos núcleos ramificados nasalizados. Os dados desta pesquisa evidenciam que existem diferenças relevantes: (i) entre as estruturas silábicas das duas línguas em confronto, o Português (L2) e Quimbundo (L1), que motivam diferentes tipos de erros observados; (ii) entre os dois níveis de escolaridade estudados, por exemplo as crianças do 6º ano não recorrem à omissão de <r> em ataques complexos diferentemente ao que acontece com as outras crianças do 5º ano. Em geral, não há uma diferença muito grande entre os dois anos de escolaridade, sendo que ambos demonstram uma ortografia muito incipiente para os objetivos e com grandes influências da sua L1. No sentido de ajudar a resolver dificuldades do tipo observado no contexto de ensino formal do português em Angola, fazemos no final uma proposta de tarefas didácticas que aí possam ser implementadas.
Autores principais:Mbambi, Joana Alda da Costa André
Assunto:Língua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes do quimbundo Língua portuguesa - Fonética Língua portuguesa - Fonologia Teses de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente dissertação consiste na análise das representações ortográficas por alunos do 5º e 6º anos de escolaridade de duas escolas da província de Malanje em Angola, Quifucussa e Calandula. Para o efeito, foi solicitado aos sujeitos avaliados que descrevessem de forma escrita tudo aquilo que observavam em imagens. Avaliou-se uma população de 55 alunos dos dois sexos divididos em três grupos experimentais. O primeiro grupo é composto por 22 alunos do 5º ano de Calandula, o segundo grupo é constituído por 15 alunos de Calandula do 6º ano e o terceiro grupo é constituído por 18 alunos a frequentarem também o 5º ano em Quifucussa. São alunos falantes do Português como L2 e cuja língua materna é o quimbundo, uma língua bantu de Angola. As estruturas silábicas analisadas neste trabalho são as seguintes: ataques não ramificados, ataques ramificados, núcleos simples e ramificados e as codas. Foram discutidas as dificuldades na aprendizagem da escrita da L2 de todos os formatos silábicos, à exceção dos núcleos ramificados nasalizados. Os dados desta pesquisa evidenciam que existem diferenças relevantes: (i) entre as estruturas silábicas das duas línguas em confronto, o Português (L2) e Quimbundo (L1), que motivam diferentes tipos de erros observados; (ii) entre os dois níveis de escolaridade estudados, por exemplo as crianças do 6º ano não recorrem à omissão de <r> em ataques complexos diferentemente ao que acontece com as outras crianças do 5º ano. Em geral, não há uma diferença muito grande entre os dois anos de escolaridade, sendo que ambos demonstram uma ortografia muito incipiente para os objetivos e com grandes influências da sua L1. No sentido de ajudar a resolver dificuldades do tipo observado no contexto de ensino formal do português em Angola, fazemos no final uma proposta de tarefas didácticas que aí possam ser implementadas.