Publicação
Infeção por Leishmania spp./Leishmaniose em gatos na Península de Setúbal
| Resumo: | A leishmaniose é uma doença parasitária infeciosa zoonótica, causada por um protozoário do género Leishmania que é transmitido durante a refeição dos flebótomos fêmeas. Sabe-se que Leishmania infantum infeta carnívoros domésticos e selvagens, lagomorfos, roedores, entre outros animais, incluindo o Homem. Os gatos são naturalmente infetados e suscetíveis às espécies de Leishmania que afetam cães e humanos, e nos países da bacia do Mediterrâneo a maioria dos casos envolve L. infantum. A Leishmaniose Felina (LFel) é uma doença emergente, contudo, em Portugal, onde a Leishmaniose canina causada por L. infantum é endémica, só recentemente têm sido realizados alguns estudos em gatos. A presente dissertação teve como objetivos investigar a proporção de infeção por Leishmania spp./Leishmaniose em gatos na Península de Setúbal tendo as colheitas de sangue sido realizadas em gatos observados no Hospital Veterinário Principal Dra. Cristina Alves, na Charneca da Caparica. No Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias da FMV-ULisboa foram analisadas amostras de soro para deteção de anticorpos anti-Leishmania pela técnica de imunofluorescência indireta e observados esfregaços de sangue para deteção de hemoparasitas. Os resultados obtidos foram associados à história pregressa dos animais, aos sinais clínicos e à análise das respostas obtidas após realização de questionários pelos tutores/cuidadores dos gatos. Num total de 34 gatos, a proporção de animais com anticorpos anti-Leishmania spp. foi de 53% (limiar de positividade 1:40) e de 32,4% (limiar de positividade 1:80). Relativamente à presença de outros hemoparasitas, verificou-se que 65% dos gatos estavam infetados com Mycoplasma spp., dos quais 8 eram seropositivos a Leishmania spp. Foi ainda detetada, através de técnicas moleculares e de sequenciação, a presença de Hepatozoon felis num gato. Dos animais com anticorpos anti-Leishmania spp., 54,5% eram fêmeas e a média de idade dos gatos positivos foi de 7 anos. Os resultados obtidos permitiram um melhor conhecimento desta infeção/doença em gatos na Península de Setúbal. Salienta-se ser fundamental que os veterinários que atuem em áreas endémicas estejam cientes da suscetibilidade dos gatos à infeção por L. infantum/LFel, de modo a incluírem-nas no diagnóstico diferencial e a proporem medidas preventivas alertando os tutores sobre a importância desta prevenção. |
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| Autores principais: | Sequeira, Catarina Isabel Lopes |
| Assunto: | Leishmania leishmaniose gatos IFI Hepatozoon Mycoplasma Leishmania leishmaniosis cats IFI Hepatozoon Mycoplasma |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A leishmaniose é uma doença parasitária infeciosa zoonótica, causada por um protozoário do género Leishmania que é transmitido durante a refeição dos flebótomos fêmeas. Sabe-se que Leishmania infantum infeta carnívoros domésticos e selvagens, lagomorfos, roedores, entre outros animais, incluindo o Homem. Os gatos são naturalmente infetados e suscetíveis às espécies de Leishmania que afetam cães e humanos, e nos países da bacia do Mediterrâneo a maioria dos casos envolve L. infantum. A Leishmaniose Felina (LFel) é uma doença emergente, contudo, em Portugal, onde a Leishmaniose canina causada por L. infantum é endémica, só recentemente têm sido realizados alguns estudos em gatos. A presente dissertação teve como objetivos investigar a proporção de infeção por Leishmania spp./Leishmaniose em gatos na Península de Setúbal tendo as colheitas de sangue sido realizadas em gatos observados no Hospital Veterinário Principal Dra. Cristina Alves, na Charneca da Caparica. No Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias da FMV-ULisboa foram analisadas amostras de soro para deteção de anticorpos anti-Leishmania pela técnica de imunofluorescência indireta e observados esfregaços de sangue para deteção de hemoparasitas. Os resultados obtidos foram associados à história pregressa dos animais, aos sinais clínicos e à análise das respostas obtidas após realização de questionários pelos tutores/cuidadores dos gatos. Num total de 34 gatos, a proporção de animais com anticorpos anti-Leishmania spp. foi de 53% (limiar de positividade 1:40) e de 32,4% (limiar de positividade 1:80). Relativamente à presença de outros hemoparasitas, verificou-se que 65% dos gatos estavam infetados com Mycoplasma spp., dos quais 8 eram seropositivos a Leishmania spp. Foi ainda detetada, através de técnicas moleculares e de sequenciação, a presença de Hepatozoon felis num gato. Dos animais com anticorpos anti-Leishmania spp., 54,5% eram fêmeas e a média de idade dos gatos positivos foi de 7 anos. Os resultados obtidos permitiram um melhor conhecimento desta infeção/doença em gatos na Península de Setúbal. Salienta-se ser fundamental que os veterinários que atuem em áreas endémicas estejam cientes da suscetibilidade dos gatos à infeção por L. infantum/LFel, de modo a incluírem-nas no diagnóstico diferencial e a proporem medidas preventivas alertando os tutores sobre a importância desta prevenção. |
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