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Teoria do Estado-Administração, princípio da legalidade e imputação de danos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A responsabilidade civil do Estado-Administração, não tendo acompanhado a instauração do Estado de Direito, constituiu uma notável conquista do século XX. Contudo, a sua consagração não ditou o fim dos problemas relacionados com a imputação de danos ao Estado e às demais entidades públicas. A progressiva expansão da responsabilidade civil da Administração, em termos tais que permitem equacionar uma “socialização do dano”, disso constitui exemplo. Por outro tanto, a manutenção do modelo tradicional de imputação de danos, que não foi originariamente pensado para o Estado, tem exigido progressivas adaptações, suscitando-se a dúvida sobre a coerência do modelo assim obtido. Mas entre o modelo tradicional de responsabilidade civil, com as adaptações que lhe vão sendo adicionadas, e um modelo de imputação de danos que faça perigar os próprios traços identificativos da responsabilidade civil, será possível encontrar um modelo de imputação adequado à natureza do Estado-Administração e que reflicta o lugar basilar que é reservado ao princípio da legalidade no Direito Administrativo.
Autores principais:Carmona, Mafalda Luísa Ramos
Assunto:Responsabilidade civil do Estado Legalidade Dano Socialização Teses de doutoramento - 2017 State civil liability Legality Damage Socialization
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A responsabilidade civil do Estado-Administração, não tendo acompanhado a instauração do Estado de Direito, constituiu uma notável conquista do século XX. Contudo, a sua consagração não ditou o fim dos problemas relacionados com a imputação de danos ao Estado e às demais entidades públicas. A progressiva expansão da responsabilidade civil da Administração, em termos tais que permitem equacionar uma “socialização do dano”, disso constitui exemplo. Por outro tanto, a manutenção do modelo tradicional de imputação de danos, que não foi originariamente pensado para o Estado, tem exigido progressivas adaptações, suscitando-se a dúvida sobre a coerência do modelo assim obtido. Mas entre o modelo tradicional de responsabilidade civil, com as adaptações que lhe vão sendo adicionadas, e um modelo de imputação de danos que faça perigar os próprios traços identificativos da responsabilidade civil, será possível encontrar um modelo de imputação adequado à natureza do Estado-Administração e que reflicta o lugar basilar que é reservado ao princípio da legalidade no Direito Administrativo.