Publicação
Bioacumulação de elementos essenciais e metais pesados no fígado dos grandes predadores do Atlântico
| Resumo: | Dentro da União Europeia, Portugal destaca-se pelo seu elevado consumo per capita de produtos de pesca, com uma média de aproximadamente 60,9 kg/ano, o que equivale a 160 g/dia. O consumo desses produtos é recomendado em todos os países devido aos diversos benefícios nutricionais que oferecem. No entanto, apesar das vantagens, também surgem preocupações relacionadas com a exposição dos consumidores a substâncias poluentes que podem acumular-se nas partes comestíveis dos produtos da pesca, músculo e fígado, criando assim um potencial risco para a saúde humana. Este estudo destaca a importância da monitorização contínua da bioacumulação de elementos essenciais e metais pesados em grandes predadores do Atlântico, que partilham várias semelhanças na cadeia alimentar, especialmente devido ao seu posicionamento como predadores de topo no ecossistema marinho, têm uma dieta predominantemente piscívora, exibem padrões de migração ao longo de vastas áreas oceânicas. Desta forma, como predadores de topo da cadeia alimentar marinha desempenham um papel fundamental no controlo das populações de peixes menores, mantendo o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Assim, o objetivo deste estudo consistiu em determinar o teor de elementos essenciais e de alguns metais pesados no fígado de grandes predadores do Atlântico, incluindo atuns (albacora, bonito, obeso), espadarte e tubarões (azul e mako). As amostras de fígado foram recolhidas, em alto mar por cargueiros do porto de Peniche e posteriormente analisadas. Os resultados mostram que os níveis de elementos essenciais encontrados estão em concordância com os valores descritos na literatura. Os elementos essenciais mais abundantes no fígado foram o potássio (406-1806 mg/100 g) e o zinco. No entanto, os teores de arsénio e cádmio apresentaram valores que diferem do padrão esperado, ultrapassando, no caso do cádmio, os limites legislados pela UE. Em conclusão, os produtos da pesca capturados no Oceano Atlântico, podem acumular substâncias tóxicas ou poluentes presentes nas presas que consomem, o que pode ser uma preocupação evidenciando a necessidade de um acompanhamento rigoroso dos potenciais impactos na saúde dos ecossistemas marinhos e, em última análise, na segurança dos alimentos e proteção da saúde dos consumidores |
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| Autores principais: | Alves, Sónia Raquel Guerreiro |
| Assunto: | Bioacumulação Peixe Macro e microelementos essenciais Bioaccumulation Fish Essential macro and microelements Toxic elements |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Dentro da União Europeia, Portugal destaca-se pelo seu elevado consumo per capita de produtos de pesca, com uma média de aproximadamente 60,9 kg/ano, o que equivale a 160 g/dia. O consumo desses produtos é recomendado em todos os países devido aos diversos benefícios nutricionais que oferecem. No entanto, apesar das vantagens, também surgem preocupações relacionadas com a exposição dos consumidores a substâncias poluentes que podem acumular-se nas partes comestíveis dos produtos da pesca, músculo e fígado, criando assim um potencial risco para a saúde humana. Este estudo destaca a importância da monitorização contínua da bioacumulação de elementos essenciais e metais pesados em grandes predadores do Atlântico, que partilham várias semelhanças na cadeia alimentar, especialmente devido ao seu posicionamento como predadores de topo no ecossistema marinho, têm uma dieta predominantemente piscívora, exibem padrões de migração ao longo de vastas áreas oceânicas. Desta forma, como predadores de topo da cadeia alimentar marinha desempenham um papel fundamental no controlo das populações de peixes menores, mantendo o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Assim, o objetivo deste estudo consistiu em determinar o teor de elementos essenciais e de alguns metais pesados no fígado de grandes predadores do Atlântico, incluindo atuns (albacora, bonito, obeso), espadarte e tubarões (azul e mako). As amostras de fígado foram recolhidas, em alto mar por cargueiros do porto de Peniche e posteriormente analisadas. Os resultados mostram que os níveis de elementos essenciais encontrados estão em concordância com os valores descritos na literatura. Os elementos essenciais mais abundantes no fígado foram o potássio (406-1806 mg/100 g) e o zinco. No entanto, os teores de arsénio e cádmio apresentaram valores que diferem do padrão esperado, ultrapassando, no caso do cádmio, os limites legislados pela UE. Em conclusão, os produtos da pesca capturados no Oceano Atlântico, podem acumular substâncias tóxicas ou poluentes presentes nas presas que consomem, o que pode ser uma preocupação evidenciando a necessidade de um acompanhamento rigoroso dos potenciais impactos na saúde dos ecossistemas marinhos e, em última análise, na segurança dos alimentos e proteção da saúde dos consumidores |
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