Publicação
Caracterização da artéria angularis oris e a sua aplicação no retalho de modelo axial para a reconstrução plástica de defeitos faciais craniais em Canis familiaris : vantagens comparativas do seu uso relativamente ao retalho de modelo axial da artéria temporalis superficialis
| Resumo: | A reconstrução de defeitos faciais craniais apresenta-se como um desafio ao cirurgião, uma vez que a face é uma região com uma baixa disponibilidade de pele, exigindo por isso o recurso a técnicas de retalhos de modelo axial (RMA) cutâneos e/ou mio-cutâneos para a sua realização. Os RMA mais utilizados em cirurgia plástica facial no cão têm por base as artérias auricular caudal, cervical superficial e temporal superficial (temporalis superficialis - TS). Recentemente, o RMA utilizando a artéria angular da boca (angularis oris - AO) tem sido alvo de interesse de estudo. Os objetivos do presente estudo foram: 1) caracterizar anatomicamente a artéria AO quanto ao seu diâmetro e ramos colaterais emitidos; e 2) avaliar angiograficamente a área vascular por ela assegurada num RMA; comparando estes resultados com os obtidos para a artéria TS, no contexto da reconstrução plástica de defeitos faciais craniais. Para tal, foi utilizada uma amostra de 18 cadáveres de canídeos mesocefálicos (N=18), correspondentes a 24 unidades de estudo representadas pelas respetivas hemifaces, dividida em 2 grupos: grupo de estudo anatómico vascular (GAV) e grupo de estudo angiográfico (GAN), cada um dos quais composto por 12 unidades de estudo (n=12). A média do diâmetro da artéria AO foi de 0.65 ± 0.3 mm e de 1.55 ± 0.6 mm para a artéria TS. Quanto à média da área mínima vascularizada, esta foi de 200.9 mm2 para o RMA da AO e de 57.65 mm2 para o RMA da artéria TS. Foi possível concluir que, embora o RMA da TS apresente vasos de maior diâmetro e uma área de vascularização média maior do que o RMA da AO, este último apresenta as vantagens de se encontrar mais próximo das estruturas faciais, implicando uma menor rotação no ponto pivot e uma menor tensão na reconstrução de defeitos. Além disso, o RMA da AO vê a sua rede vascular potenciada pela presença das artérias labiais superior e inferior. Sendo assim, o RMA da AO apresenta-se como uma boa alternativa ao RMA da TS na reconstrução plástica de defeitos faciais craniais no cão. |
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| Autores principais: | Vieira, Raquel Roque Boieiro Formosinho |
| Assunto: | cão artéria angular da boca artéria temporal superficial retalho de modelo axial cirurgia plástica face dog angularis oris artery temporalis superficialis artery axial pattern flap plastic surgery |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A reconstrução de defeitos faciais craniais apresenta-se como um desafio ao cirurgião, uma vez que a face é uma região com uma baixa disponibilidade de pele, exigindo por isso o recurso a técnicas de retalhos de modelo axial (RMA) cutâneos e/ou mio-cutâneos para a sua realização. Os RMA mais utilizados em cirurgia plástica facial no cão têm por base as artérias auricular caudal, cervical superficial e temporal superficial (temporalis superficialis - TS). Recentemente, o RMA utilizando a artéria angular da boca (angularis oris - AO) tem sido alvo de interesse de estudo. Os objetivos do presente estudo foram: 1) caracterizar anatomicamente a artéria AO quanto ao seu diâmetro e ramos colaterais emitidos; e 2) avaliar angiograficamente a área vascular por ela assegurada num RMA; comparando estes resultados com os obtidos para a artéria TS, no contexto da reconstrução plástica de defeitos faciais craniais. Para tal, foi utilizada uma amostra de 18 cadáveres de canídeos mesocefálicos (N=18), correspondentes a 24 unidades de estudo representadas pelas respetivas hemifaces, dividida em 2 grupos: grupo de estudo anatómico vascular (GAV) e grupo de estudo angiográfico (GAN), cada um dos quais composto por 12 unidades de estudo (n=12). A média do diâmetro da artéria AO foi de 0.65 ± 0.3 mm e de 1.55 ± 0.6 mm para a artéria TS. Quanto à média da área mínima vascularizada, esta foi de 200.9 mm2 para o RMA da AO e de 57.65 mm2 para o RMA da artéria TS. Foi possível concluir que, embora o RMA da TS apresente vasos de maior diâmetro e uma área de vascularização média maior do que o RMA da AO, este último apresenta as vantagens de se encontrar mais próximo das estruturas faciais, implicando uma menor rotação no ponto pivot e uma menor tensão na reconstrução de defeitos. Além disso, o RMA da AO vê a sua rede vascular potenciada pela presença das artérias labiais superior e inferior. Sendo assim, o RMA da AO apresenta-se como uma boa alternativa ao RMA da TS na reconstrução plástica de defeitos faciais craniais no cão. |
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