Publicação
Orbital anatomy : optic nerve and retrobulbar circulation
| Resumo: | Introdução: A anatomia imagiológica do compartimento retrobulbar da órbita, nomeadamente do complexo bainha-nervo óptico e da artéria oftálmica, permite avaliar a dinâmica de fluidos do sistema nervoso central, o que pode ser útil no diagnóstico de patologias como o glaucoma ou a hipertensão intracraniana. A ultrassonografia é um método imagiológico com muitas vantagens, mas a sua aplicação ao estudo da anatomia retrobulbar no cadáver humano e comparação direta com dissecção anatómica nunca foi realizada. Objetivo: Fazer uma revisão da literatura sobre a anatomia retrobulbar, seguida da caracterização das estruturas neurovasculares em disseção anatómica. Estudar ecograficamente a anatomia retrobulbar em cadáver, para correlação com os achados da disseção anatómica e aferição da precisão da ecografia na avaliação do compartimento retrobulbar. Materiais e métodos: Efetuamos uma revisão das estruturas anatómicas presentes no compartimento retrobulbar, de modo a determinar as características fundamentais do nervo óptico e da artéria oftálmica. Procedemos à realização de duas disseções em cadáveres humanos, com o objetivo de integrar os achados com a anatomia macroscópica observada nas dissecções. Aplicamos, ainda, a técnica ecográfica em cadáver, com o intuito de estudar o compartimento retrobulbar. Resultados: Os nervos ópticos apresentaram um trajeto posteromedial ao longo da órbita, desde o globo ocular até à entrada no canal óptico. Os segmentos retrobulbares intra-orbitais dos nervos encontravam-se envolvidos por uma bainha meníngea, com 5mm de diâmetro, quando medidos a uma distância de 3mm posteriormente ao globo ocular. A artéria oftálmica apresentou-se inferior e lateralmente ao nervo óptico na porção proximal da órbita, antes de cruzar o nervo superiormente. Ao longo do seu trajeto, observaram-se vários ramos colaterais da artéria, entre os quais, a artéria central da retina. A artéria central da retina perfurou a bainha do nervo óptico a 5mm do globo ocular, acompanhando a trajetória do nervo até à retina. O estudo ecográfico não permitiu a obtenção de imagens de leitura ou medições da bainha do nervo óptico.Conclusão: Uma melhor compreensão da anatomia neurovascular do espaço retrobulbar poderá contribuir para a otimização de métodos de diagnóstico que permitem a avaliação da dinâmica de fluidos do sistema nervoso central. |
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| Autores principais: | Antunes, Inês Sofia Gomes |
| Assunto: | Anatomia Nervo óptico Circulação retrobulbar Ecografia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A anatomia imagiológica do compartimento retrobulbar da órbita, nomeadamente do complexo bainha-nervo óptico e da artéria oftálmica, permite avaliar a dinâmica de fluidos do sistema nervoso central, o que pode ser útil no diagnóstico de patologias como o glaucoma ou a hipertensão intracraniana. A ultrassonografia é um método imagiológico com muitas vantagens, mas a sua aplicação ao estudo da anatomia retrobulbar no cadáver humano e comparação direta com dissecção anatómica nunca foi realizada. Objetivo: Fazer uma revisão da literatura sobre a anatomia retrobulbar, seguida da caracterização das estruturas neurovasculares em disseção anatómica. Estudar ecograficamente a anatomia retrobulbar em cadáver, para correlação com os achados da disseção anatómica e aferição da precisão da ecografia na avaliação do compartimento retrobulbar. Materiais e métodos: Efetuamos uma revisão das estruturas anatómicas presentes no compartimento retrobulbar, de modo a determinar as características fundamentais do nervo óptico e da artéria oftálmica. Procedemos à realização de duas disseções em cadáveres humanos, com o objetivo de integrar os achados com a anatomia macroscópica observada nas dissecções. Aplicamos, ainda, a técnica ecográfica em cadáver, com o intuito de estudar o compartimento retrobulbar. Resultados: Os nervos ópticos apresentaram um trajeto posteromedial ao longo da órbita, desde o globo ocular até à entrada no canal óptico. Os segmentos retrobulbares intra-orbitais dos nervos encontravam-se envolvidos por uma bainha meníngea, com 5mm de diâmetro, quando medidos a uma distância de 3mm posteriormente ao globo ocular. A artéria oftálmica apresentou-se inferior e lateralmente ao nervo óptico na porção proximal da órbita, antes de cruzar o nervo superiormente. Ao longo do seu trajeto, observaram-se vários ramos colaterais da artéria, entre os quais, a artéria central da retina. A artéria central da retina perfurou a bainha do nervo óptico a 5mm do globo ocular, acompanhando a trajetória do nervo até à retina. O estudo ecográfico não permitiu a obtenção de imagens de leitura ou medições da bainha do nervo óptico.Conclusão: Uma melhor compreensão da anatomia neurovascular do espaço retrobulbar poderá contribuir para a otimização de métodos de diagnóstico que permitem a avaliação da dinâmica de fluidos do sistema nervoso central. |
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