Publicação
Avaliação da capacidade de adesão e produção de biofilme em enterococos clínicos e alimentares
| Resumo: | Os enterococcus, são patogéneos habitantes naturais da microbiota intestinal do Homem e provocam inúmeras infecções sendo a sua virulencia agravada pela presença de determinantes genéticos, muitos dos quais permitem a interação com o hospedeiro bem como a colonização das superficies e consequente formação de biofilmes. Estas estruturas protegem os microrganismos de inumeros factores ambientais principalmente do efeito dos antibioticos, contribuindo assim para a sua persistência. O facto de se estabelecerem em inumeras superficies e instrumentos médicos faz com que sejam considerado um factor de virulência associado ao género. Neste estudo foram utilizados 16 estirpes de Enterococcus, de diferentes espécies e origens, sendo o objectivo comparar a capacidade de produção de biofilme entre isolados clínicos e alimentares, após crescimento em meios simulando condições de colonização- o meio “skim milk”- e meios simulando infecção como urina, soro e BHI. Comparou-se ainda a influência de factores como o pH (6.0; 7.0 e 7.4), a temperatura (30ºC e 37ºC) e a osmolaridade (0%NaCl, 2.5%NaCl, 5% NaCl e 6.5% NaCl) na produção de biofilme, e estudouse a contribuição de genes como o esp, gelE, agg e efaA, entre outros, bem como a sua expressão, nos diferentes meios de forma a evidenciar a importância dos mesmos para a capacidade de adesão e formação de biofilme das estirpes. Com este estudo concluímos que parece existir uma maior capacidade de adesão e formação de biofilme por parte dos isolados alimentares quando comparados com os clínicos, e que esta capacidade depende do meio em questão e não tanto da origem do isolado. Factores como a temperatura, a osmolaridade e o pH mostraram condicionar a formação de biofilme, que depende igualmente da adaptação do isolado ao novo meio, por alteração da expressão génica de factores como adesinas, e proteinas de superficie envolvidas no processo de adesão. A composição do meio mostrou afectar igualmente a expressão génica, sendo a urina e o meio BHI os que mais promovem o aumento de expressão dos genes em estudo. Mais estudos serão necessários de forma a avaliar com exactidão a contribuição destes determinantes para o iniciar do processo de formação de biofilme, não descurando o objectivo final que é a tentativa da sua erradicação, nomeadamente na industria clinica e alimentar. |
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| Autores principais: | Fonseca, Joana Filipa Sochas Germano da, 1987- |
| Assunto: | Microbiologia Enterococcus Biofilmes Biologia molecular Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os enterococcus, são patogéneos habitantes naturais da microbiota intestinal do Homem e provocam inúmeras infecções sendo a sua virulencia agravada pela presença de determinantes genéticos, muitos dos quais permitem a interação com o hospedeiro bem como a colonização das superficies e consequente formação de biofilmes. Estas estruturas protegem os microrganismos de inumeros factores ambientais principalmente do efeito dos antibioticos, contribuindo assim para a sua persistência. O facto de se estabelecerem em inumeras superficies e instrumentos médicos faz com que sejam considerado um factor de virulência associado ao género. Neste estudo foram utilizados 16 estirpes de Enterococcus, de diferentes espécies e origens, sendo o objectivo comparar a capacidade de produção de biofilme entre isolados clínicos e alimentares, após crescimento em meios simulando condições de colonização- o meio “skim milk”- e meios simulando infecção como urina, soro e BHI. Comparou-se ainda a influência de factores como o pH (6.0; 7.0 e 7.4), a temperatura (30ºC e 37ºC) e a osmolaridade (0%NaCl, 2.5%NaCl, 5% NaCl e 6.5% NaCl) na produção de biofilme, e estudouse a contribuição de genes como o esp, gelE, agg e efaA, entre outros, bem como a sua expressão, nos diferentes meios de forma a evidenciar a importância dos mesmos para a capacidade de adesão e formação de biofilme das estirpes. Com este estudo concluímos que parece existir uma maior capacidade de adesão e formação de biofilme por parte dos isolados alimentares quando comparados com os clínicos, e que esta capacidade depende do meio em questão e não tanto da origem do isolado. Factores como a temperatura, a osmolaridade e o pH mostraram condicionar a formação de biofilme, que depende igualmente da adaptação do isolado ao novo meio, por alteração da expressão génica de factores como adesinas, e proteinas de superficie envolvidas no processo de adesão. A composição do meio mostrou afectar igualmente a expressão génica, sendo a urina e o meio BHI os que mais promovem o aumento de expressão dos genes em estudo. Mais estudos serão necessários de forma a avaliar com exactidão a contribuição destes determinantes para o iniciar do processo de formação de biofilme, não descurando o objectivo final que é a tentativa da sua erradicação, nomeadamente na industria clinica e alimentar. |
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