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Esta é a madrugada que eu esperava : desenvolvimento da identidade cultural através do retrato

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Resumo:Neste relatório é realizada uma descrição e reflexão crítica do trabalho desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Artes Visuais, realizada no ano letivo de 2018/2019, na disciplina de Oficina de Artes do 12º ano do curso de Artes Visuais, da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, Concelho de Almada. A fim de responder à proposta da Câmara Municipal de Almada, de participar na exposição coletiva, comemorativa do 25 de abril, foi idealizado um projeto de fotografia denominado Esta é a madrugada que eu esperava, no qual os alunos estudaram alguns artistas portugueses, que se destacaram pela persistência da vida e pensamento em liberdade, numa época opressiva. Recriaram as imagens destes artistas, selecionando roupas e adereços que os identificassem e criando cenários dos lugares que estes frequentavam. Os alunos assumiram o papel dos artistas, realizando duas fotografias: uma retratando o artista antes do 25 de abril de 1974 e outra idealizando o artista a viver a sua juventude na atualidade, com as mesmas características de personalidade, mas sem ser sujeito ao regime de opressão. Foram trabalhadas as técnicas de desenho, pintura, fotografia e intervenção em espaços culturais, utilizando a metodologia de trabalho de projeto. Os objetivos principais desta ação foram desenvolver conhecimentos e competências no domínio da fotografia e da identidade cultural coletiva e perceber de que forma a participação em oficinas e eventos externos à escola favorece a motivação dos alunos. No final, pudemos constatar que os estes se mostraram capazes de utilizar corretamente a maioria do material fotográfico. Conseguimos perceber que, o facto de os alunos terem participado numa oficina na Casa da Cerca e o facto do seu trabalho ter sido exposto na Galeria Municipal contribuíram muito para a motivação e empenho de todos. Durante o processo, não foi observável uma construção de identidade cultural coletiva, o que nos leva a refletir e reconsiderar as dinâmicas promovidas. Uma maior abertura ao diálogo e uma mais frequente discussão do tema, a visualização de filmes ou a ida a exposição poderão contribuir nesse sentido.
Autores principais:Prazeres, Ana Cristina Rodrigues
Assunto:Artes visuais Cultura visual Retrato Identidade Ensino artístico Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste relatório é realizada uma descrição e reflexão crítica do trabalho desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Artes Visuais, realizada no ano letivo de 2018/2019, na disciplina de Oficina de Artes do 12º ano do curso de Artes Visuais, da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, Concelho de Almada. A fim de responder à proposta da Câmara Municipal de Almada, de participar na exposição coletiva, comemorativa do 25 de abril, foi idealizado um projeto de fotografia denominado Esta é a madrugada que eu esperava, no qual os alunos estudaram alguns artistas portugueses, que se destacaram pela persistência da vida e pensamento em liberdade, numa época opressiva. Recriaram as imagens destes artistas, selecionando roupas e adereços que os identificassem e criando cenários dos lugares que estes frequentavam. Os alunos assumiram o papel dos artistas, realizando duas fotografias: uma retratando o artista antes do 25 de abril de 1974 e outra idealizando o artista a viver a sua juventude na atualidade, com as mesmas características de personalidade, mas sem ser sujeito ao regime de opressão. Foram trabalhadas as técnicas de desenho, pintura, fotografia e intervenção em espaços culturais, utilizando a metodologia de trabalho de projeto. Os objetivos principais desta ação foram desenvolver conhecimentos e competências no domínio da fotografia e da identidade cultural coletiva e perceber de que forma a participação em oficinas e eventos externos à escola favorece a motivação dos alunos. No final, pudemos constatar que os estes se mostraram capazes de utilizar corretamente a maioria do material fotográfico. Conseguimos perceber que, o facto de os alunos terem participado numa oficina na Casa da Cerca e o facto do seu trabalho ter sido exposto na Galeria Municipal contribuíram muito para a motivação e empenho de todos. Durante o processo, não foi observável uma construção de identidade cultural coletiva, o que nos leva a refletir e reconsiderar as dinâmicas promovidas. Uma maior abertura ao diálogo e uma mais frequente discussão do tema, a visualização de filmes ou a ida a exposição poderão contribuir nesse sentido.