Publicação
Estabelecer um percurso redesenho e requalificação da avenida marginal de São Tomé
| Resumo: | A presente dissertação parte, através de um enquadramento histórico, do reconhecimento da preponderância dos edifícios religiosos no desenvolvimento das cidades, particularmente nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Focando-se no contexto particular da cidade de São Tomé que se foi desenvolvendo ao longo da Baia Ana Chaves, analisa-se como a construção de edifícios religiosos e seus espaços públicos adjacentes, potenciou de forma determinante a evolução do traçado urbano da Capital. Como parte integrante desta análise, apresenta-se também a relação inerente destes edifícios, assim como toda a cidade, com o Mar, característica comum às várias cidades coloniais portuguesas. A linha mestra de crescimento urbano, que sempre funcionou como elemento unificador dos edifícios religiosos principais da cidade e símbolo preponderante da relação da cidade com o Mar, é a sua Avenida Marginal. Atualmente bastante degradada e muito aquém do seu potencial verdadeiro. Portanto em paralelo à análise referida apresenta-se um projeto de desenvolvimento urbano de toda a Avenida Marginal, ancorado na reabilitação e redesenho dos espaços públicos adjacentes aos seis edifícios religiosos que a pontuam. Desta forma, pretende-se através de espaços públicos qualificados e diferenciados nos seus usos, criar um maior equilíbrio na vivência da cidade, distribuindo-a ao longo de toda a Baia, em vez da centralizar nas zonas dos mercados, como está atualmente. De forma a completar esse percurso, restabelecendo parte das antigas romarias da cidade, pretende-se ainda apresentar um projeto arquitetónico que permita dotar a cidade de um sétimo edifício religioso, também ele como impulsionador do crescimento urbano na zona norte da Baia. O edifício proposto, tendo em conta a maioria religiosa são-tomense, será uma igreja católica, procurando ser um local de encontro social e espiritual, que vá de encontro a expectava dos fiéis. O edifício e o seu espaço envolvente terão como desafio, respeitando a tradição católica e cultura africana, conseguir de forma contemporânea enquadrar-se dentro da linha dos seis edifícios religiosos já referidos. Este deve funcionar como parte integrante do percurso da marginal e não como elemento de exceção, de forma a criar relações dinâmicas e fluídas em vez de um percurso de sentido único. |
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| Autores principais: | Oom, Gonçalo Maria Gonçalves Calaveiras Félix |
| Assunto: | Avenida marginal Arquitetura religiosa Percurso Comunidade Waterfront Religious architecture Heritage Community |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação parte, através de um enquadramento histórico, do reconhecimento da preponderância dos edifícios religiosos no desenvolvimento das cidades, particularmente nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Focando-se no contexto particular da cidade de São Tomé que se foi desenvolvendo ao longo da Baia Ana Chaves, analisa-se como a construção de edifícios religiosos e seus espaços públicos adjacentes, potenciou de forma determinante a evolução do traçado urbano da Capital. Como parte integrante desta análise, apresenta-se também a relação inerente destes edifícios, assim como toda a cidade, com o Mar, característica comum às várias cidades coloniais portuguesas. A linha mestra de crescimento urbano, que sempre funcionou como elemento unificador dos edifícios religiosos principais da cidade e símbolo preponderante da relação da cidade com o Mar, é a sua Avenida Marginal. Atualmente bastante degradada e muito aquém do seu potencial verdadeiro. Portanto em paralelo à análise referida apresenta-se um projeto de desenvolvimento urbano de toda a Avenida Marginal, ancorado na reabilitação e redesenho dos espaços públicos adjacentes aos seis edifícios religiosos que a pontuam. Desta forma, pretende-se através de espaços públicos qualificados e diferenciados nos seus usos, criar um maior equilíbrio na vivência da cidade, distribuindo-a ao longo de toda a Baia, em vez da centralizar nas zonas dos mercados, como está atualmente. De forma a completar esse percurso, restabelecendo parte das antigas romarias da cidade, pretende-se ainda apresentar um projeto arquitetónico que permita dotar a cidade de um sétimo edifício religioso, também ele como impulsionador do crescimento urbano na zona norte da Baia. O edifício proposto, tendo em conta a maioria religiosa são-tomense, será uma igreja católica, procurando ser um local de encontro social e espiritual, que vá de encontro a expectava dos fiéis. O edifício e o seu espaço envolvente terão como desafio, respeitando a tradição católica e cultura africana, conseguir de forma contemporânea enquadrar-se dentro da linha dos seis edifícios religiosos já referidos. Este deve funcionar como parte integrante do percurso da marginal e não como elemento de exceção, de forma a criar relações dinâmicas e fluídas em vez de um percurso de sentido único. |
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