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Sequestro corneal felino : estudo retrospetivo

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Resumo:O sequestro corneal felino é uma doença comum da córnea do gato. Este estudo retrospetivo avalia as lesões oculares, fatores de risco, protocolos e sucesso terapêuticos em 43 gatos. Foi revista a história clínica de 43 casos de sequestro corneal felino apresentados no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa. Todos os pacientes foram sujeitos a um exame oftálmico completo e a um tratamento médico ou cirúrgico. Foi realizada a análise dos dados recorrendo a estatística descritiva. A população em estudo inclui 51,2% fêmeas e 48,8% machos, pelo que não houve predisposição de género. Os pacientes tinham idades compreendidas entre os 3 meses e os 13 anos, com uma média de 4,39 ± 3,47 anos. Relativamente às raças afetadas, 69,8% dos pacientes eram Persas, 23,3% Europeus Comuns, 2,3% Siameses, 2,3% British Shorthair e 2,3% Floresta da Noruega. Em 25,6% dos animais estava presente entrópion e 11,6% foram diagnosticados com herpesvírus felino através de PCR. Adicionalmente, 53,5% dos pacientes foram medicados antes de serem apresentados à consulta de oftalmologia, 30,4% dos quais com corticoesteróide tópico e 8,7% foram submetidos a queratectomia em rede. Após a consulta os pacientes foram submetidos a tratamento médico ou cirúrgico. O tratamento farmacológico foi realizado em 41,5% dos animais, mas o sucesso terapêutico foi de apenas 62,5%. Adicionalmente, 51,2% dos animais foram sujeitos a queratectomia superficial, associada a um flap da membrana nictitante ou a um transplante conjuntival pedicular nos casos em que a lesão ocupava mais de metade da espessura da córnea, com uma eficácia de 100%. Em 7,3% dos pacientes o sequestro encontrava-se quase destacado, pelo que foi removido manualmente, com uma taxa de sucesso de 66,7%. Os fatores de risco identificados na população em estudo foram entrópion, infeção por herpesvírus felino, administração prévia de corticosteróides tópicos e realização de queratectomia em rede. O tratamento mais eficaz neste estudo foi o cirúrgico, pelo que este deve ser considerado nos casos não responsivos ao tratamento farmacológico e nos sequestros mais profundos.
Autores principais:Moreira, Ana Rita Lopes
Assunto:Sequestro corneal felino Córnea Gato Feline corneal sequestrum Cornea Cat
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sequestro corneal felino é uma doença comum da córnea do gato. Este estudo retrospetivo avalia as lesões oculares, fatores de risco, protocolos e sucesso terapêuticos em 43 gatos. Foi revista a história clínica de 43 casos de sequestro corneal felino apresentados no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa. Todos os pacientes foram sujeitos a um exame oftálmico completo e a um tratamento médico ou cirúrgico. Foi realizada a análise dos dados recorrendo a estatística descritiva. A população em estudo inclui 51,2% fêmeas e 48,8% machos, pelo que não houve predisposição de género. Os pacientes tinham idades compreendidas entre os 3 meses e os 13 anos, com uma média de 4,39 ± 3,47 anos. Relativamente às raças afetadas, 69,8% dos pacientes eram Persas, 23,3% Europeus Comuns, 2,3% Siameses, 2,3% British Shorthair e 2,3% Floresta da Noruega. Em 25,6% dos animais estava presente entrópion e 11,6% foram diagnosticados com herpesvírus felino através de PCR. Adicionalmente, 53,5% dos pacientes foram medicados antes de serem apresentados à consulta de oftalmologia, 30,4% dos quais com corticoesteróide tópico e 8,7% foram submetidos a queratectomia em rede. Após a consulta os pacientes foram submetidos a tratamento médico ou cirúrgico. O tratamento farmacológico foi realizado em 41,5% dos animais, mas o sucesso terapêutico foi de apenas 62,5%. Adicionalmente, 51,2% dos animais foram sujeitos a queratectomia superficial, associada a um flap da membrana nictitante ou a um transplante conjuntival pedicular nos casos em que a lesão ocupava mais de metade da espessura da córnea, com uma eficácia de 100%. Em 7,3% dos pacientes o sequestro encontrava-se quase destacado, pelo que foi removido manualmente, com uma taxa de sucesso de 66,7%. Os fatores de risco identificados na população em estudo foram entrópion, infeção por herpesvírus felino, administração prévia de corticosteróides tópicos e realização de queratectomia em rede. O tratamento mais eficaz neste estudo foi o cirúrgico, pelo que este deve ser considerado nos casos não responsivos ao tratamento farmacológico e nos sequestros mais profundos.