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Parasitas intestinais e seu controlo numa população de equídeos estabulados na Escola das Armas em Mafra, Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As recomendações quanto ao controlo parasitário referem a importância de substituir a abordagem tradicional, estratégica, por uma metodologia de desparasitação assente na vigilância. O principal objectivo deste estudo foi comparar os dois métodos de desparasitação, relativamente aos valores de OPG e à eficácia da ivermectina, através do Teste de Redução de Contagem de Ovos Fecais (TRCOF), e aos custos decorrentes de cada método. Assim, numa população de equinos estabulados, existente na Escola de Armas em Mafra, foi delineado um estudo parasitológico em que se formaram 3 grupos: um grupo em que foi efetuada desparasitação seletiva, estabelecendo como cut-off para a desparasitação o valor de 200 ovos por grama de fezes (OPG); um grupo em que era realizada desparasitação estratégica; e outro grupo, de controlo, cujos animais não foram desparasitados. Como técnicas parasitológicas recorreu-se ao método de McMaster, mas também a métodos coprológicos qualitativos e à coprocultura, que permitiram identificar quais os parasitas presentes na população. Identificaram-se ovos de parasitas da familia Strongylidae e Parascaris spp. A média e a mediana do número de ovos de EGI identificados foi superior para o grupo C e o grupo A apresentou um maior valor médio que o grupo B. Quanto a Parascaris spp. a média e mediana foram iguais nos dois grupos em que este parasita foi identificado. Nas coproculturas verificou-se que Cyathostomum, s.l. era o parasita mais abundante, sendo o Cyathostomum spp. tipo A aquele que apresentou maior abundância. Foram também identificados Cyathostomum spp. tipo C e tipo D, Strongylus vulgaris, Gyalocephalus capitatus e Poteriostomum spp.. O método de desparasitação seletiva permitiu manter a eficácia da desparasitação e os níveis de OPG baixos. Para além disso, ao diminuir o número de desparasitações necessárias reduziu os custos decorrentes da desparasitação e aumentou a população de parasitas em refúgio, evitando assim o desenvolvimento de resistências.
Autores principais:Afonso, Ana Lúcia Alves
Assunto:equinos desparasitação seletiva desparasitação estratégica TRCOF Cyathostomum s.l. Strongylus vulgaris análise de custo/benefício refúgio horses targeted selective therapy strategic therapy FECRT cost/benefit analysis refugia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As recomendações quanto ao controlo parasitário referem a importância de substituir a abordagem tradicional, estratégica, por uma metodologia de desparasitação assente na vigilância. O principal objectivo deste estudo foi comparar os dois métodos de desparasitação, relativamente aos valores de OPG e à eficácia da ivermectina, através do Teste de Redução de Contagem de Ovos Fecais (TRCOF), e aos custos decorrentes de cada método. Assim, numa população de equinos estabulados, existente na Escola de Armas em Mafra, foi delineado um estudo parasitológico em que se formaram 3 grupos: um grupo em que foi efetuada desparasitação seletiva, estabelecendo como cut-off para a desparasitação o valor de 200 ovos por grama de fezes (OPG); um grupo em que era realizada desparasitação estratégica; e outro grupo, de controlo, cujos animais não foram desparasitados. Como técnicas parasitológicas recorreu-se ao método de McMaster, mas também a métodos coprológicos qualitativos e à coprocultura, que permitiram identificar quais os parasitas presentes na população. Identificaram-se ovos de parasitas da familia Strongylidae e Parascaris spp. A média e a mediana do número de ovos de EGI identificados foi superior para o grupo C e o grupo A apresentou um maior valor médio que o grupo B. Quanto a Parascaris spp. a média e mediana foram iguais nos dois grupos em que este parasita foi identificado. Nas coproculturas verificou-se que Cyathostomum, s.l. era o parasita mais abundante, sendo o Cyathostomum spp. tipo A aquele que apresentou maior abundância. Foram também identificados Cyathostomum spp. tipo C e tipo D, Strongylus vulgaris, Gyalocephalus capitatus e Poteriostomum spp.. O método de desparasitação seletiva permitiu manter a eficácia da desparasitação e os níveis de OPG baixos. Para além disso, ao diminuir o número de desparasitações necessárias reduziu os custos decorrentes da desparasitação e aumentou a população de parasitas em refúgio, evitando assim o desenvolvimento de resistências.