Publicação
Hiper-IgE : a propósito de um caso clínico
| Resumo: | Os Síndromes de Hiper-IgE são um grupo raro de imunodeficiências primárias, caracterizados por uma tríade de sintomas que inclui eczema, infeções estafilocócicas e níveis elevados de IgE sérica. No entanto, outras patologias também podem estar associadas a estas alterações laboratoriais e dermatológicas, como é o caso das alergias alimentares. Neste contexto, apresentamos o caso de uma criança de 5 anos, sexo masculino, com história de eczema atópico refratário a tratamento desde os 5 meses de idade, sem antecedentes aparentes de infeções estafilocócicas. Ao exame objetivo apresentava lesões eritematosas, escoriações e liquenificações disseminadas pelo couro cabeludo, região periorbitaria, tórax, abdómen, dorso, pregas dos cotovelos, mãos, região poplítea e parte medial dos joelhos, região genital e perianal, pernas e pés. Os exames laboratoriais revelavam eosinofilia de 2,53x109/L, IgE total de 49712.0 U/mL e IgE específicas elevadas para diversos alergénios, incluindo vários alimentos como a clara de ovo, amendoim, soja e noz. Atualmente está a realizar evicção alimentar de leite e ovo, dessensibilização a ácaros e tratamento com imunomodulador tópico, anti-histamínico oral e corticoide oral, com franca melhoria sintomática. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Inês da Rocha Silva |
| Assunto: | Síndromes de Hiper-IgE Infecções estafilocócicas Imunoglobulina E |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os Síndromes de Hiper-IgE são um grupo raro de imunodeficiências primárias, caracterizados por uma tríade de sintomas que inclui eczema, infeções estafilocócicas e níveis elevados de IgE sérica. No entanto, outras patologias também podem estar associadas a estas alterações laboratoriais e dermatológicas, como é o caso das alergias alimentares. Neste contexto, apresentamos o caso de uma criança de 5 anos, sexo masculino, com história de eczema atópico refratário a tratamento desde os 5 meses de idade, sem antecedentes aparentes de infeções estafilocócicas. Ao exame objetivo apresentava lesões eritematosas, escoriações e liquenificações disseminadas pelo couro cabeludo, região periorbitaria, tórax, abdómen, dorso, pregas dos cotovelos, mãos, região poplítea e parte medial dos joelhos, região genital e perianal, pernas e pés. Os exames laboratoriais revelavam eosinofilia de 2,53x109/L, IgE total de 49712.0 U/mL e IgE específicas elevadas para diversos alergénios, incluindo vários alimentos como a clara de ovo, amendoim, soja e noz. Atualmente está a realizar evicção alimentar de leite e ovo, dessensibilização a ácaros e tratamento com imunomodulador tópico, anti-histamínico oral e corticoide oral, com franca melhoria sintomática. |
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