Publicação
A institucionalização do ensino da náutica em Portugal (1779-1807)
| Resumo: | O objetivo desta tese é estudar a institucionalização do ensino da náutica em Portugal entre 1779, ano da criação da Academia Real de Marinha, e 1807, ano da partida da Corte para o Brasil. Na segunda metade do século XVIII, as alterações verificadas no ensino náutico enquadraram-se na reforma da educação iniciada por D. José I e desenvolvida por D. Maria I. A lição dada pelo professor de náutica, o cosmógrafo mor, desapareceu, bem como o cargo, para dar lugar a uma instrução mais profissional, ajustada numa estrutura potenciada pelo aparecimento de academias especializadas para o efeito e que seriam as precursoras do ensino politécnico em Portugal. O primeiro passo para a mudança de paradigma no ensino da pilotagem seria dado na cidade do Porto com a criação de uma aula de náutica, em 1762, e, mais tarde, surgiam em Lisboa a Academia Real de Marinha (1779) e a Academia Real dos Guardas Marinhas (1782) e, no Porto, a Academia Real de Comércio e Marinha (1803). Para além das cidades da Metrópole, nos primeiros anos do século XIX, o ensino náutico português conhecia já uma geografia que se estendia ao Estado da Índia e ao Brasil. Na primeira parte, apresentar-se-á o contexto das mudanças operadas no ensino náutico à luz das reformas da segunda metade do século XVIII, com destaque para o fim da lição do cosmógrafo mor e da Aula da Esfera, e para a reforma da Universidade de Coimbra. Na segunda parte, abordar-se-á a criação das academias, os seus planos de estudos, corpo docente e dinâmicas de funcionamento. Finalmente, abordar-se-á a questão da duplicação ou fusão das academias de Lisboa e a transferência da Corte portuguesa para a colónia brasileira, facto que viria a influenciar a estruturação do ensino náutico nas primeiras décadas do século XIX. |
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| Autores principais: | Ferreira, Nuno Martins |
| Assunto: | Ensino naval - Portugal - 1779-1807 Portugal - História naval - séc.1779-1807 Teses de doutoramento - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O objetivo desta tese é estudar a institucionalização do ensino da náutica em Portugal entre 1779, ano da criação da Academia Real de Marinha, e 1807, ano da partida da Corte para o Brasil. Na segunda metade do século XVIII, as alterações verificadas no ensino náutico enquadraram-se na reforma da educação iniciada por D. José I e desenvolvida por D. Maria I. A lição dada pelo professor de náutica, o cosmógrafo mor, desapareceu, bem como o cargo, para dar lugar a uma instrução mais profissional, ajustada numa estrutura potenciada pelo aparecimento de academias especializadas para o efeito e que seriam as precursoras do ensino politécnico em Portugal. O primeiro passo para a mudança de paradigma no ensino da pilotagem seria dado na cidade do Porto com a criação de uma aula de náutica, em 1762, e, mais tarde, surgiam em Lisboa a Academia Real de Marinha (1779) e a Academia Real dos Guardas Marinhas (1782) e, no Porto, a Academia Real de Comércio e Marinha (1803). Para além das cidades da Metrópole, nos primeiros anos do século XIX, o ensino náutico português conhecia já uma geografia que se estendia ao Estado da Índia e ao Brasil. Na primeira parte, apresentar-se-á o contexto das mudanças operadas no ensino náutico à luz das reformas da segunda metade do século XVIII, com destaque para o fim da lição do cosmógrafo mor e da Aula da Esfera, e para a reforma da Universidade de Coimbra. Na segunda parte, abordar-se-á a criação das academias, os seus planos de estudos, corpo docente e dinâmicas de funcionamento. Finalmente, abordar-se-á a questão da duplicação ou fusão das academias de Lisboa e a transferência da Corte portuguesa para a colónia brasileira, facto que viria a influenciar a estruturação do ensino náutico nas primeiras décadas do século XIX. |
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