Publicação

Evolução do perfil sensorial de textura de pera Rocha durante o período de armazenamento

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A textura é uma das principais características de qualidade da pera ‘Rocha’. Esta característica multidimensional tem uma complexidade mecânica e sensorial que não pode ser reduzida à simples avaliação da dureza. Este estudo teve por objetivo descrever o perfil sensorial da textura de pera ‘Rocha’ e as suas alterações durante o amadurecimento e ao longo do período de armazenamento. Frutos de pera ‘Rocha’ foram armazenados em quatro regimes distintos e analisados após 3, 5 e 7 meses de armazenamento a -0,5 ºC, em dois momentos após a retirada das câmaras. Foi efetuada a análise do perfil de textura sensorialmente com um painel treinado de 11 provadores de acordo com a norma ISO 11036:1994. O perfil de textura da pera ‘Rocha’ após 3 meses de armazenamento apresenta elevada dureza, fracturabilidade, coesividade, gomosidade e mastigabilidade, uma suculência intermédia, e reduzida adesividade e elasticidade. Com o amadurecimento da pera diminuiu a dureza, a fracturabilidade, a coesividade, a gomosidade e a mastigabilidade e aumentou a suculência e a adesividade. As variações do perfil sensorial de textura durante o amadurecimento pós-armazenamento foram equivalentes em frutos armazenados no ar ou em atmosfera controlada com 3 kPa de O2, mas distintos em peras tratadas com 1-metilciclopropeno (1-MCP). Frutos tratados apresentaram, nos diferentes períodos de armazenamento, valores de dureza, fracturabilidade, gomosidade e mastigabilidade superiores, enquanto a adesividade e coesividade foram inferiores aos dos frutos não-tratados. No período pós-armazenamento, frutos tratados com 1-MCP apresentaram dureza e fracturabilidade superior mas a mastigabilidade foi o atributo mais afetado pelo tratamento. Em períodos de armazenamento mais prolongados esta distinção é ainda mais notória pelos elevados níveis de mastigabilidade registados nos frutos tratados
Autores principais:Santos, Kieza C.
Outros Autores:Gonçalves, Rita G.; Alegria, Carla; Almeida, Domingos P.F.
Assunto:pera rocha Pyrus communis análise do perfil de textura análise sensorial
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A textura é uma das principais características de qualidade da pera ‘Rocha’. Esta característica multidimensional tem uma complexidade mecânica e sensorial que não pode ser reduzida à simples avaliação da dureza. Este estudo teve por objetivo descrever o perfil sensorial da textura de pera ‘Rocha’ e as suas alterações durante o amadurecimento e ao longo do período de armazenamento. Frutos de pera ‘Rocha’ foram armazenados em quatro regimes distintos e analisados após 3, 5 e 7 meses de armazenamento a -0,5 ºC, em dois momentos após a retirada das câmaras. Foi efetuada a análise do perfil de textura sensorialmente com um painel treinado de 11 provadores de acordo com a norma ISO 11036:1994. O perfil de textura da pera ‘Rocha’ após 3 meses de armazenamento apresenta elevada dureza, fracturabilidade, coesividade, gomosidade e mastigabilidade, uma suculência intermédia, e reduzida adesividade e elasticidade. Com o amadurecimento da pera diminuiu a dureza, a fracturabilidade, a coesividade, a gomosidade e a mastigabilidade e aumentou a suculência e a adesividade. As variações do perfil sensorial de textura durante o amadurecimento pós-armazenamento foram equivalentes em frutos armazenados no ar ou em atmosfera controlada com 3 kPa de O2, mas distintos em peras tratadas com 1-metilciclopropeno (1-MCP). Frutos tratados apresentaram, nos diferentes períodos de armazenamento, valores de dureza, fracturabilidade, gomosidade e mastigabilidade superiores, enquanto a adesividade e coesividade foram inferiores aos dos frutos não-tratados. No período pós-armazenamento, frutos tratados com 1-MCP apresentaram dureza e fracturabilidade superior mas a mastigabilidade foi o atributo mais afetado pelo tratamento. Em períodos de armazenamento mais prolongados esta distinção é ainda mais notória pelos elevados níveis de mastigabilidade registados nos frutos tratados