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Gestão sustentável da água no projeto de arquitetura paisagista em clima mediterrânico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os espaços verdes desempenham um papel fundamental em meio urbano, com funções ecológicas, sociais e estéticas. O território continental português apresenta maioritariamente clima Mediterrânico, com invernos frios e chuvosos, e verões quentes e secos, pelo que a aplicação de rega na estação seca é fundamental para a sobrevivência da vegetação. Simultaneamente, o país tem registado nos últimos anos grande variabilidade na frequência e intensidade da precipitação, assim como aumento dos períodos de seca, devendo ser adotadas medidas de gestão de água que possibilitem diminuir a competição pelos recursos hídricos. Estudou-se a hipótese que plantas características das regiões com clima mediterrânico conseguem manter valor ornamental quando sujeitas a condições de défice hídrico e/ ou rega com água não potável, nomeadamente água residual tratada, sem prejudicar a saúde pública. Para tal realizou-se uma revisão bibliográfica e um ensaio experimental no sentido de investigar estratégias de intervenção que potenciam a gestão sustentável da água no projeto de Arquitetura Paisagista, contribuindo para projetar e manter espaços verdes sustentáveis e funcionais, esteticamente apelativos, com capacidade de resposta às necessidades da população. Registaram-se diferenças no crescimento e períodos de floração, relacionadas com a qualidade e dotação de rega aplicadas. Os resultados decorrentes do ensaio experimental são disponibilizados num programa informático que permite visualizar a simulação dos modelos de crescimento esperados, em função das diferentes variáveis analisadas no ensaio. Este modelo, criado tendo em conta o contexto edafo-climático em que a vegetação é plantada e a dotação e qualidade de água de rega, permite criar diferentes cenários para decidir qual a melhor situação a recorrer e quais as espécies mais indicadas de acordo com a quantidade e qualidade de água disponível ou que se pretende utilizar. A metodologia utilizada pode ser aplicada a outras espécies, alargando o conhecimento científico a um leque mais vasto de vegetação.
Autores principais:Santos, Gisela Mourão Coelho
Assunto:água residual tratada clima mediterrânico espécies autoctones necessidades hidricas das plantas reutilização de água
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os espaços verdes desempenham um papel fundamental em meio urbano, com funções ecológicas, sociais e estéticas. O território continental português apresenta maioritariamente clima Mediterrânico, com invernos frios e chuvosos, e verões quentes e secos, pelo que a aplicação de rega na estação seca é fundamental para a sobrevivência da vegetação. Simultaneamente, o país tem registado nos últimos anos grande variabilidade na frequência e intensidade da precipitação, assim como aumento dos períodos de seca, devendo ser adotadas medidas de gestão de água que possibilitem diminuir a competição pelos recursos hídricos. Estudou-se a hipótese que plantas características das regiões com clima mediterrânico conseguem manter valor ornamental quando sujeitas a condições de défice hídrico e/ ou rega com água não potável, nomeadamente água residual tratada, sem prejudicar a saúde pública. Para tal realizou-se uma revisão bibliográfica e um ensaio experimental no sentido de investigar estratégias de intervenção que potenciam a gestão sustentável da água no projeto de Arquitetura Paisagista, contribuindo para projetar e manter espaços verdes sustentáveis e funcionais, esteticamente apelativos, com capacidade de resposta às necessidades da população. Registaram-se diferenças no crescimento e períodos de floração, relacionadas com a qualidade e dotação de rega aplicadas. Os resultados decorrentes do ensaio experimental são disponibilizados num programa informático que permite visualizar a simulação dos modelos de crescimento esperados, em função das diferentes variáveis analisadas no ensaio. Este modelo, criado tendo em conta o contexto edafo-climático em que a vegetação é plantada e a dotação e qualidade de água de rega, permite criar diferentes cenários para decidir qual a melhor situação a recorrer e quais as espécies mais indicadas de acordo com a quantidade e qualidade de água disponível ou que se pretende utilizar. A metodologia utilizada pode ser aplicada a outras espécies, alargando o conhecimento científico a um leque mais vasto de vegetação.