Publicação
As atitudes implícitas e explícitas como preditoras do uso do preservativo
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal a criação de um Teste de Associação Implícita (IAT) em relação ao preservativo para uma amostra portuguesa. Procurou também conhecer a relação entre as atitudes implícitas e explícitas, através do seu valor preditor face ao comportamento de uso do preservativo em relações regulares e casuais, bem como ao seu uso passado. Participaram neste estudo 69 estudantes da Universidade de Lisboa, 39 na construção do IAT e 30 no estudo preditivo. Para a construção do IAT foram facultados cadernos de resposta para os participantes inferirem acerca da valência de palavras e neutralidade de imagens, para decisão das palavras e imagens a utilizar como estímulos no IAT. Para o estudo preditivo, cada participante teve acesso a um de dois cenários sexuais, namoro ou engate, e foi solicitado a imaginar-se nessa situação, através da leitura do cenário. Seguidamente, foram feitas perguntas relativas à probabilidade do uso do preservativo e do nível de risco de cada situação. Os participantes completaram em seguida o IAT, as escalas de medição de atitudes explícitas e perguntas relativas ao uso prévio do preservativo em situações sexuais passadas. Um dos produtos deste estudo relacionou-se com a construção de um IAT que pode ser usado para avaliar as atitudes implícitas face ao preservativo. Os resultados mostraram que foram as atitudes explícitas que melhor previram o uso do preservativo tanto no namoro como no engate. Apesar de as atitudes implícitas e explícitas se terem mostrado positivas para os participantes, não houve qualquer correlação entre as duas, mostrando tratarse de aspetos atitudinais diferentes. A construção do IAT foi fundamental para o conhecimento das atitudes implícitas da amostra, mas será necessário voltar a testá-lo em investigações futuras, uma vez a categoria contrastante não ter mantido o seu carácter neutro, ao contrário do encontrado nos estudos preparatórios à sua construção. |
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| Autores principais: | Pesca, Marina Filipa Costa |
| Assunto: | Preservativo Estudantes universitários Atitudes Medição das atitudes Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal a criação de um Teste de Associação Implícita (IAT) em relação ao preservativo para uma amostra portuguesa. Procurou também conhecer a relação entre as atitudes implícitas e explícitas, através do seu valor preditor face ao comportamento de uso do preservativo em relações regulares e casuais, bem como ao seu uso passado. Participaram neste estudo 69 estudantes da Universidade de Lisboa, 39 na construção do IAT e 30 no estudo preditivo. Para a construção do IAT foram facultados cadernos de resposta para os participantes inferirem acerca da valência de palavras e neutralidade de imagens, para decisão das palavras e imagens a utilizar como estímulos no IAT. Para o estudo preditivo, cada participante teve acesso a um de dois cenários sexuais, namoro ou engate, e foi solicitado a imaginar-se nessa situação, através da leitura do cenário. Seguidamente, foram feitas perguntas relativas à probabilidade do uso do preservativo e do nível de risco de cada situação. Os participantes completaram em seguida o IAT, as escalas de medição de atitudes explícitas e perguntas relativas ao uso prévio do preservativo em situações sexuais passadas. Um dos produtos deste estudo relacionou-se com a construção de um IAT que pode ser usado para avaliar as atitudes implícitas face ao preservativo. Os resultados mostraram que foram as atitudes explícitas que melhor previram o uso do preservativo tanto no namoro como no engate. Apesar de as atitudes implícitas e explícitas se terem mostrado positivas para os participantes, não houve qualquer correlação entre as duas, mostrando tratarse de aspetos atitudinais diferentes. A construção do IAT foi fundamental para o conhecimento das atitudes implícitas da amostra, mas será necessário voltar a testá-lo em investigações futuras, uma vez a categoria contrastante não ter mantido o seu carácter neutro, ao contrário do encontrado nos estudos preparatórios à sua construção. |
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