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A cidade da pedra: uma reinterpretação da matéria da cidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A natureza dos elementos que compõem a cidade e o espaço urbano — materiais urbanos — bem como a sua organização espacial e funcional, tem sido uma questão central na história da arquitetura e do urbanismo, refletindo, por sua vez, modelos de desenvolvimento e organização da sociedade. Desde finais do século XIX novos materiais passaram a fazer parte do cardápio de construção do espaço urbano contemporâneo, introduzindo escalas e lógicas morfológicas até aqui desconhecidas. Tomando como área de intervenção o núcleo histórico de Pêro Pinheiro, em Sintra, mais particularmente a Fábrica Pardal Monteiro (antiga fábrica de corte e transformação da pedra natural), o presente trabalho propõe uma reflexão sobre o sentido dual da matéria urbana, bem como sobre a sua reinvenção. Por um lado, adota-se o sentido mais elementar da matéria física. A partir da pedra como material e elemento constituinte basilar, questiona-se a lógica elementar da arquitetura e explora-se a pedra como material de composição e constituição do espaço e forma arquitetónicos. Por outro, no sentido da morfologia urbana e do entendimento da cidade enquanto sistema compósito cuja forma resulta da composição de elementos ou materiais urbanos, procura-se repensar o pólo empresarial de Pêro Pinheiro enquanto matéria emergente deste novo urbano extensivo e fragmentário. A proposta de criação de um novo centro de inovação e investigação sobre a pedra é o motor para se explorar a prática elementarista do projeto, seja ele à escala do urbano ou da arquitetura. A hipótese de investigação reflete sobre o potencial que o elementarismo, enquanto teoria e prática de projeto, tem para responder a uma condição de complexidade do mundo contemporâneo.
Autores principais:Brejo, Ana Margarida Ferreira
Assunto:território cidade arquitetura matéria polo empresarial sintra
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A natureza dos elementos que compõem a cidade e o espaço urbano — materiais urbanos — bem como a sua organização espacial e funcional, tem sido uma questão central na história da arquitetura e do urbanismo, refletindo, por sua vez, modelos de desenvolvimento e organização da sociedade. Desde finais do século XIX novos materiais passaram a fazer parte do cardápio de construção do espaço urbano contemporâneo, introduzindo escalas e lógicas morfológicas até aqui desconhecidas. Tomando como área de intervenção o núcleo histórico de Pêro Pinheiro, em Sintra, mais particularmente a Fábrica Pardal Monteiro (antiga fábrica de corte e transformação da pedra natural), o presente trabalho propõe uma reflexão sobre o sentido dual da matéria urbana, bem como sobre a sua reinvenção. Por um lado, adota-se o sentido mais elementar da matéria física. A partir da pedra como material e elemento constituinte basilar, questiona-se a lógica elementar da arquitetura e explora-se a pedra como material de composição e constituição do espaço e forma arquitetónicos. Por outro, no sentido da morfologia urbana e do entendimento da cidade enquanto sistema compósito cuja forma resulta da composição de elementos ou materiais urbanos, procura-se repensar o pólo empresarial de Pêro Pinheiro enquanto matéria emergente deste novo urbano extensivo e fragmentário. A proposta de criação de um novo centro de inovação e investigação sobre a pedra é o motor para se explorar a prática elementarista do projeto, seja ele à escala do urbano ou da arquitetura. A hipótese de investigação reflete sobre o potencial que o elementarismo, enquanto teoria e prática de projeto, tem para responder a uma condição de complexidade do mundo contemporâneo.