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Caracterização da qualidade do sono em idosos institucionalizados

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Resumo:As alterações do sono são frequentemente observadas nos idosos, particularmente nos idosos institucionalizados, sendo que, o processo de institucionalização poderá contribuir por aumentar as dificuldades no sono. No presente trabalho pretendeu-se estudar quais os fatores psicossociais, condições médicas, hábitos comportamentais, que podem interferir com a qualidade do sono nos idosos institucionalizados. Para o efeito, num total de 100 idosos com idade igual ou superior a 65 anos, selecionaram-se duas amostras: a primeira amostra (N= 50) corresponde aos idosos institucionalizados (grupo alvo) e a segunda amostra (N= 50) corresponde aos idosos não institucionalizados (grupo de controlo). Foram usados os seguintes instrumentos de avaliação: um questionário, a escala de Pittsburgh (PSQI) para avaliar a qualidade do sono, a escala de Sonolência de Epworth (ESE) para a avaliar a sonolência diurna e a escala de Depressão Geriátrica (GDS) para avaliar a depressão na população idosa. Neste estudo verificou-se que os idosos institucionalizados apresentavam uma pior qualidade do sono (PSQItotal= 12,86) comparativamente aos idosos pertencentes ao grupo de controlo (PSQItotal= 10,84). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05) na sonolência diurna e na sintomatologia depressiva. Os idosos institucionalizados apresentaram níveis superiores de sonolência diurna (ESE= 6,02), em relação ao grupo de controlo (ESE= 3,18), assim como os sintomas depressivos, foram mais elevados no grupo de idosos institucionalizados (GDS= 12,32) em comparação aos idosos do grupo de controlo (GDS= 9,90). Verificou-se ainda a existência de uma correlação negativa estatisticamente significativa, entre a qualidade do sono e a qualidade de vida (p <0,01). Além disso, observou-se uma correlação positiva, entre a qualidade do sono e o nível de dor física (p <0,01), a sonolência diurna (ESE) (p <0,01) e a sintomatologia depressiva (GDS) (p <0,01). Com os resultados obtidos no nosso estudo, foi possível identificar fatores como, o ruído, doenças cardiovasculares, ansiolíticos, sedativos e hipnóticos e anti-inflamatórios, a sonolência diurna, como preditores que influenciam a qualidade do sono nos idosos institucionalizados.
Autores principais:Silva, Raquel Filipa Martins da, 1994-
Assunto:Envelhecimento Idosos institucionalizados Qualidade do sono Institucionalização Fatores psicossociais Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As alterações do sono são frequentemente observadas nos idosos, particularmente nos idosos institucionalizados, sendo que, o processo de institucionalização poderá contribuir por aumentar as dificuldades no sono. No presente trabalho pretendeu-se estudar quais os fatores psicossociais, condições médicas, hábitos comportamentais, que podem interferir com a qualidade do sono nos idosos institucionalizados. Para o efeito, num total de 100 idosos com idade igual ou superior a 65 anos, selecionaram-se duas amostras: a primeira amostra (N= 50) corresponde aos idosos institucionalizados (grupo alvo) e a segunda amostra (N= 50) corresponde aos idosos não institucionalizados (grupo de controlo). Foram usados os seguintes instrumentos de avaliação: um questionário, a escala de Pittsburgh (PSQI) para avaliar a qualidade do sono, a escala de Sonolência de Epworth (ESE) para a avaliar a sonolência diurna e a escala de Depressão Geriátrica (GDS) para avaliar a depressão na população idosa. Neste estudo verificou-se que os idosos institucionalizados apresentavam uma pior qualidade do sono (PSQItotal= 12,86) comparativamente aos idosos pertencentes ao grupo de controlo (PSQItotal= 10,84). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05) na sonolência diurna e na sintomatologia depressiva. Os idosos institucionalizados apresentaram níveis superiores de sonolência diurna (ESE= 6,02), em relação ao grupo de controlo (ESE= 3,18), assim como os sintomas depressivos, foram mais elevados no grupo de idosos institucionalizados (GDS= 12,32) em comparação aos idosos do grupo de controlo (GDS= 9,90). Verificou-se ainda a existência de uma correlação negativa estatisticamente significativa, entre a qualidade do sono e a qualidade de vida (p <0,01). Além disso, observou-se uma correlação positiva, entre a qualidade do sono e o nível de dor física (p <0,01), a sonolência diurna (ESE) (p <0,01) e a sintomatologia depressiva (GDS) (p <0,01). Com os resultados obtidos no nosso estudo, foi possível identificar fatores como, o ruído, doenças cardiovasculares, ansiolíticos, sedativos e hipnóticos e anti-inflamatórios, a sonolência diurna, como preditores que influenciam a qualidade do sono nos idosos institucionalizados.