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Stress parental e práticas parentais em mães de crianças com perturbação de hiperactividade com défice de atenção

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Resumo:O presente estudo tem quatro objectivos principais: (1) caracterizar o funcionamento parental (stress e práticas) de mães de crianças diagnosticadas com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA); (2) caracterizar a percepção das mães em relação a áreas específicas da vida da criança (problema, desenvolvimento, comportamento, aproveitamento escolar e relação com pares); (3) analisar a relação do stress parental e das práticas parentais com variáveis relativas ao problema, à criança, e à mãe; (4) analisar a relação entre o stress parental e as práticas. Participaram no estudo 30 mães de crianças com PHDA (idades entre 7 e 12 anos; 20 do sexo masculino). Utilizaram-se dois questionários, o índice de Stress Parental e o EMBU-P, para avaliar, respectivamente, o stress parental e as práticas parentais, tendo sido ainda construída uma Ficha de Recolha de Informação (sócio-demográfíca, referente ao problema, à criança e à percepção da mães em diferentes áreas da vida da criança). Os resultados mostram que as mães de crianças com PHDA, comparativamente com as amostras dos estudos de adaptação dos instrumentos, experimentam niveis mais elevados de stress (associados com características da criança) e recorrem menos a práticas de controlo. As práticas parentais não diferem em função do sexo ou idade das crianças, mas há algumas diferenças no caso do stress parental. A maioria das mães tem uma percepção positiva da criança em diferentes áreas, relacionando-se o stress parental e as práticas com algumas destas percepções e com variáveis relativas ao problema e à criança. Adicionalmente, as mães que experimentam níveis mais elevados de stress associados com características da criança utilizam mais práticas parentais de rejeição. Os resultados obtidos sugerem a pertinência de se atender, na população visada, ao stress parental experimentado e ao tipo de práticas educativas, dadas as suas potenciais consequências adversas para o desenvolvimento da criança.
Autores principais:Santos, Vanessa Alexandra Bernardo
Assunto:Hiperactividade Stress parental Mães Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem quatro objectivos principais: (1) caracterizar o funcionamento parental (stress e práticas) de mães de crianças diagnosticadas com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA); (2) caracterizar a percepção das mães em relação a áreas específicas da vida da criança (problema, desenvolvimento, comportamento, aproveitamento escolar e relação com pares); (3) analisar a relação do stress parental e das práticas parentais com variáveis relativas ao problema, à criança, e à mãe; (4) analisar a relação entre o stress parental e as práticas. Participaram no estudo 30 mães de crianças com PHDA (idades entre 7 e 12 anos; 20 do sexo masculino). Utilizaram-se dois questionários, o índice de Stress Parental e o EMBU-P, para avaliar, respectivamente, o stress parental e as práticas parentais, tendo sido ainda construída uma Ficha de Recolha de Informação (sócio-demográfíca, referente ao problema, à criança e à percepção da mães em diferentes áreas da vida da criança). Os resultados mostram que as mães de crianças com PHDA, comparativamente com as amostras dos estudos de adaptação dos instrumentos, experimentam niveis mais elevados de stress (associados com características da criança) e recorrem menos a práticas de controlo. As práticas parentais não diferem em função do sexo ou idade das crianças, mas há algumas diferenças no caso do stress parental. A maioria das mães tem uma percepção positiva da criança em diferentes áreas, relacionando-se o stress parental e as práticas com algumas destas percepções e com variáveis relativas ao problema e à criança. Adicionalmente, as mães que experimentam níveis mais elevados de stress associados com características da criança utilizam mais práticas parentais de rejeição. Os resultados obtidos sugerem a pertinência de se atender, na população visada, ao stress parental experimentado e ao tipo de práticas educativas, dadas as suas potenciais consequências adversas para o desenvolvimento da criança.