Publicação
Quantificação dos valores da pressão parcial de oxigénio (po2) e da saturação do oxigénio (so2) para caracterização dos níveis de hipoxia no tumor mamário de cadelas : estudo preliminar
| Resumo: | Os tumores da mama representam a neoplasia mais frequente na cadela, com uma taxa de malignidade de cerca de 50%. A elevada taxa de proliferação celular verificada no desenvolvimento tumoral, resulta num inadequado aporte de oxigénio a algumas regiões do tumor originando zonas de hipoxia, a qual se relaciona num sistema causa-efeito com o nível de resposta terapêutica dos doentes oncológicos. O estudo presente foi realizado numa amostra de 32 indivíduos (N=32), da espécie Canis familiaris, do género feminino, e teve como objectivo quantificar o valor da pressão parcial de Oxigénio (PO2) e de saturação do Oxigénio (SO2) no débito sanguíneo do tumor mamário de cadelas. A amostra foi dividida em 2 grupos: 1) um grupo controlo (GC), formado por indivíduos saudáveis sujeitos a ovariohisterectomia eletiva, e 2) um grupo estudo (GM), formado por cadelas com tumor mamário e submetidas a mastectomia. Cada individuo foi sujeito a duas colheitas de sangue, por punção nas veias epigástrica superficial caudal da mama e veia safena. A quantificação da PO2 e SO2 foi realizada utilizando o aparelho i-Stat, com o sistema analítico CG4+. A média de PO2 na veia epigástrica caudal foi de 130,1±51,7 mmHg no GC e 166,5±49,9 mmHg no GM, e de 125,2±45,4 no GC e 122,9±60,1 no GM para a PO2 na veia safena. Para a SO2 a média foi de 97,6±3,3% no GC e 94,7±7,6% no GM, na veia safena, e de 97,92±3,5% para o GC e de 92,9±8,4% no GM na veia epigástrica caudal. Consideraram-se os resultados estatisticamente significativos para valores de p <0,05. Não se registaram diferenças estatisticamente significativas entre PO2 de GC e GM (p >0,05) assim como entre a SO2 de ambos os grupos (p >0,05). A dimensão da amostra, e a impossibilidade de medição da PO2 e da SO2 por método de medição intra-tumoral, poderão ter sido os principais factores que influenciaram os resultados obtidos. |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Sara Luisa Castro Sobral |
| Assunto: | Cão Mastectomia Pressão Parcial Oxigénio Hipóxia Dog Mastectomy Partial Pressure Oxygen Oxygen Saturation Hypoxia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os tumores da mama representam a neoplasia mais frequente na cadela, com uma taxa de malignidade de cerca de 50%. A elevada taxa de proliferação celular verificada no desenvolvimento tumoral, resulta num inadequado aporte de oxigénio a algumas regiões do tumor originando zonas de hipoxia, a qual se relaciona num sistema causa-efeito com o nível de resposta terapêutica dos doentes oncológicos. O estudo presente foi realizado numa amostra de 32 indivíduos (N=32), da espécie Canis familiaris, do género feminino, e teve como objectivo quantificar o valor da pressão parcial de Oxigénio (PO2) e de saturação do Oxigénio (SO2) no débito sanguíneo do tumor mamário de cadelas. A amostra foi dividida em 2 grupos: 1) um grupo controlo (GC), formado por indivíduos saudáveis sujeitos a ovariohisterectomia eletiva, e 2) um grupo estudo (GM), formado por cadelas com tumor mamário e submetidas a mastectomia. Cada individuo foi sujeito a duas colheitas de sangue, por punção nas veias epigástrica superficial caudal da mama e veia safena. A quantificação da PO2 e SO2 foi realizada utilizando o aparelho i-Stat, com o sistema analítico CG4+. A média de PO2 na veia epigástrica caudal foi de 130,1±51,7 mmHg no GC e 166,5±49,9 mmHg no GM, e de 125,2±45,4 no GC e 122,9±60,1 no GM para a PO2 na veia safena. Para a SO2 a média foi de 97,6±3,3% no GC e 94,7±7,6% no GM, na veia safena, e de 97,92±3,5% para o GC e de 92,9±8,4% no GM na veia epigástrica caudal. Consideraram-se os resultados estatisticamente significativos para valores de p <0,05. Não se registaram diferenças estatisticamente significativas entre PO2 de GC e GM (p >0,05) assim como entre a SO2 de ambos os grupos (p >0,05). A dimensão da amostra, e a impossibilidade de medição da PO2 e da SO2 por método de medição intra-tumoral, poderão ter sido os principais factores que influenciaram os resultados obtidos. |
|---|