Publicação
A ansiedade e o impacto da atividade física em estudantes de medicina
| Resumo: | Introdução: Estudos têm demonstrado um aumento cada vez mais marcado da prevalência de perturbações do foro da saúde mental nos estudantes universitários, em particular nos da área da saúde, sendo a ansiedade uma das mais frequentes. O objetivo principal desta investigação é compreender o impacto da atividade física (AF) nos níveis de ansiedade dos estudantes de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Materiais e métodos: Realizou-se um estudo observacional em casuística da população estudantil da FMUL, com recurso à aplicação de um questionário via online, confidencial, anónimo e de preenchimento voluntário. O questionário compreendia três secções distintas: a primeira relativa a características sociodemográficas, questões relacionadas com ansiedade e prática desportiva; a segunda com um questionário global de atividade física (GPAQ) e a terceira com um questionário de avaliação da ansiedade com o Inventário de Estado-Traço de Ansiedade (STAI). Resultados: Numa amostra representativa de 184 estudantes, 64,5% (n=137) cumpriam as recomendações de AF recomendadas pela OMS e apresentavam níveis de ansiedade bastante acima do limite recomendado, tanto na ansiedade estado como traço (α=0,94 e α= 0,93, respetivamente). As variáveis ano curricular (p<0,001) e medicação para ansiedade (p<0,001) estão associadas a maiores níveis de ansiedade. Contudo, o mesmo não se verificou com o sexo e a prática de desporto em equipa. Não houve uma associação estatisticamente significativa entre a prática de AF e a Ansiedade (p=0,103; p=0,292). Conclusão: Embora não se tenha verificado uma associação entre a AF e ansiedade, esta última ansiedade é uma patologia prevalente nos estudantes de medicina e AF continua a ser um pilar muito importante, não só na saúde mental dos estudantes de medicina, como na saúde física. |
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| Autores principais: | Laranjeira, Maria Francisca Lima Magalhães Carvalho |
| Assunto: | Ansiedade Atividade física Estudantes Medicina Psiquiatria |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Estudos têm demonstrado um aumento cada vez mais marcado da prevalência de perturbações do foro da saúde mental nos estudantes universitários, em particular nos da área da saúde, sendo a ansiedade uma das mais frequentes. O objetivo principal desta investigação é compreender o impacto da atividade física (AF) nos níveis de ansiedade dos estudantes de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Materiais e métodos: Realizou-se um estudo observacional em casuística da população estudantil da FMUL, com recurso à aplicação de um questionário via online, confidencial, anónimo e de preenchimento voluntário. O questionário compreendia três secções distintas: a primeira relativa a características sociodemográficas, questões relacionadas com ansiedade e prática desportiva; a segunda com um questionário global de atividade física (GPAQ) e a terceira com um questionário de avaliação da ansiedade com o Inventário de Estado-Traço de Ansiedade (STAI). Resultados: Numa amostra representativa de 184 estudantes, 64,5% (n=137) cumpriam as recomendações de AF recomendadas pela OMS e apresentavam níveis de ansiedade bastante acima do limite recomendado, tanto na ansiedade estado como traço (α=0,94 e α= 0,93, respetivamente). As variáveis ano curricular (p<0,001) e medicação para ansiedade (p<0,001) estão associadas a maiores níveis de ansiedade. Contudo, o mesmo não se verificou com o sexo e a prática de desporto em equipa. Não houve uma associação estatisticamente significativa entre a prática de AF e a Ansiedade (p=0,103; p=0,292). Conclusão: Embora não se tenha verificado uma associação entre a AF e ansiedade, esta última ansiedade é uma patologia prevalente nos estudantes de medicina e AF continua a ser um pilar muito importante, não só na saúde mental dos estudantes de medicina, como na saúde física. |
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