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A cultura como centralidade pública/urbana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:“Cultura como Centralidade Pública” será o tema deste estudo, mostrando que a cultura local consegue dinamizar parte de um território. O objetivo basilar do estudo é projetar um espaço qualificado que criará consequentemente uma nova centralidade na cidade de S. Tomé. Na sua obra A Política, Aristóteles afirma que “o homem é, naturalmente, um animal político”. No contexto em que esta frase é apresentada ao leitor da obra, pode inferir-se que o homem é feito para viver em sociedade, em que cada homem é incapaz de bastar por si próprio em situações difíceis, e por isso, há em todos os homens uma tendência natural para se associarem em cidades. Com isto pretendo transmitir a ideia de que como acontece em todo o mundo, bem como na cidade de S. Tomé, as pessoas vivem geralmente bem em sociedade e é a partir dessa premissa que pretendo criar um local que proporcione a todas as pessoas, sejam elas de que classe social forem, a possibilidade de conviverem e estarem em contato com a cultura num local agradável e moderno. O designado “Centro Interpretativo das artes Santomenses” pretende criar um laço entre as pessoas e a cultura, permitindo que num só local existam várias infraestruturas desde locais de convívio a locais que promovam a música, a dança , o artesanato e a gastronomia local e que acima de tudo aproximem a população da cultura levando as artes nacionais e internacionais a um público mais vasto. Em suma, pode dizer-se que esta nova centralidade urbana proposta é constituída por espaços públicos qualificados e equipamentos, assente numa perspetiva de fortalecimento das dinâmicas sociais, atraindo a população e revitalizando um espaço cheio de potencial que vai melhorar a qualidade de vida local. O risco da perda da cultura deve ser identificado como um forte constrangimento à afirmação de S.Tomé como destino turístico, ou mesmo, como território Regional, porque um povo necessita de símbolos para a afirmação da sua identidade.
Autores principais:Cardoso, Michael Raphael Ribeiro
Assunto:S. Tomé e Príncipe Cultura Centralidade Espaço público Espaço verde S. Tomé e Princípe Culture Centrality Public space Green space
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:“Cultura como Centralidade Pública” será o tema deste estudo, mostrando que a cultura local consegue dinamizar parte de um território. O objetivo basilar do estudo é projetar um espaço qualificado que criará consequentemente uma nova centralidade na cidade de S. Tomé. Na sua obra A Política, Aristóteles afirma que “o homem é, naturalmente, um animal político”. No contexto em que esta frase é apresentada ao leitor da obra, pode inferir-se que o homem é feito para viver em sociedade, em que cada homem é incapaz de bastar por si próprio em situações difíceis, e por isso, há em todos os homens uma tendência natural para se associarem em cidades. Com isto pretendo transmitir a ideia de que como acontece em todo o mundo, bem como na cidade de S. Tomé, as pessoas vivem geralmente bem em sociedade e é a partir dessa premissa que pretendo criar um local que proporcione a todas as pessoas, sejam elas de que classe social forem, a possibilidade de conviverem e estarem em contato com a cultura num local agradável e moderno. O designado “Centro Interpretativo das artes Santomenses” pretende criar um laço entre as pessoas e a cultura, permitindo que num só local existam várias infraestruturas desde locais de convívio a locais que promovam a música, a dança , o artesanato e a gastronomia local e que acima de tudo aproximem a população da cultura levando as artes nacionais e internacionais a um público mais vasto. Em suma, pode dizer-se que esta nova centralidade urbana proposta é constituída por espaços públicos qualificados e equipamentos, assente numa perspetiva de fortalecimento das dinâmicas sociais, atraindo a população e revitalizando um espaço cheio de potencial que vai melhorar a qualidade de vida local. O risco da perda da cultura deve ser identificado como um forte constrangimento à afirmação de S.Tomé como destino turístico, ou mesmo, como território Regional, porque um povo necessita de símbolos para a afirmação da sua identidade.