Publicação
Energias renováveis e desenvolvimento local: a Central Fotovoltaica de Amareleja
| Resumo: | Ao longo da última década, as energias renováveis tornaram-se um dos principais objetivos estratégicos em Portugal e na Europa enquanto forma de reduzir a produção de energia com base em combustíveis fosseis e combater o aquecimento global e a dependência energética face ao exterior. A produção de energia a partir de fontes renováveis cresceu quase 20% entre 2000 e 2011, constituindo quase metade da atual produção energética, com particular destaque para a energia eólica, cuja produção aumentou 54 vezes desde 2000. Apesar de não ter acompanhado o aumento explosivo da produção eólica, o crescimento da energia solar não deixou de apresentar alguns marcos importantes, como a construção da central da amareleja, não tanto pela contribuição quantitativa para o mix energético mas por se apresentaram como alternativa à eólica para zona sul do país, menos ventosa mas com maior exposição solar. O processo que deu origem à central fotovoltaica da Amareleja é bastante particular em Portugal. Enquanto a construção dos grandes parque eólicos teve origem numa atribuição de licenças feita nível nacional que ficaram na posse de grande empresas do setor energético, a central da amareleja foi impulsionada (pelo menos na sua fase inicial) por uma dinâmica politica local centrada na ação da Câmara Municipal de Moura. Este trabalho tem por objetivo estudar a reação social e as consequências da instalação da central fotovoltaica da Amareleja com base num estudo de caso local, que inclui entrevistas, observação etnográfica, análise documenta. Procura-se analisar a posição sobre as energias renováveis em geral e sobre o projeto da central fotovoltaica dos vários agentes políticos e económicos envolvidos assim como da população da Amareleja. Este trabalho está integrado no projeto “Consensos e controvérsias sociotécnicas sobre energias renováveis”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e em curso no ICS-UL, em colaboração com a Universidade de Aveiro e o CRIA. |
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| Autores principais: | Junqueira, Luís |
| Outros Autores: | Delicado, Ana; Truninger, Mónica |
| Assunto: | Energias renováveis Energia solar |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo da última década, as energias renováveis tornaram-se um dos principais objetivos estratégicos em Portugal e na Europa enquanto forma de reduzir a produção de energia com base em combustíveis fosseis e combater o aquecimento global e a dependência energética face ao exterior. A produção de energia a partir de fontes renováveis cresceu quase 20% entre 2000 e 2011, constituindo quase metade da atual produção energética, com particular destaque para a energia eólica, cuja produção aumentou 54 vezes desde 2000. Apesar de não ter acompanhado o aumento explosivo da produção eólica, o crescimento da energia solar não deixou de apresentar alguns marcos importantes, como a construção da central da amareleja, não tanto pela contribuição quantitativa para o mix energético mas por se apresentaram como alternativa à eólica para zona sul do país, menos ventosa mas com maior exposição solar. O processo que deu origem à central fotovoltaica da Amareleja é bastante particular em Portugal. Enquanto a construção dos grandes parque eólicos teve origem numa atribuição de licenças feita nível nacional que ficaram na posse de grande empresas do setor energético, a central da amareleja foi impulsionada (pelo menos na sua fase inicial) por uma dinâmica politica local centrada na ação da Câmara Municipal de Moura. Este trabalho tem por objetivo estudar a reação social e as consequências da instalação da central fotovoltaica da Amareleja com base num estudo de caso local, que inclui entrevistas, observação etnográfica, análise documenta. Procura-se analisar a posição sobre as energias renováveis em geral e sobre o projeto da central fotovoltaica dos vários agentes políticos e económicos envolvidos assim como da população da Amareleja. Este trabalho está integrado no projeto “Consensos e controvérsias sociotécnicas sobre energias renováveis”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e em curso no ICS-UL, em colaboração com a Universidade de Aveiro e o CRIA. |
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