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Alergias e intolerâncias alimentares

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Resumo:É importante distinguir Alergia Alimentar de Intolerância Alimentar. A primeira distingue-se pelo facto de ter como mecanismo uma resposta imunitária e pode ser classificada como mediada por IgE, não mediada por IgE, ou mista. A Intolerância Alimentar é uma reacção adversa a alimentos, envolvendo uma resposta não imunológica. Esta pode ter uma origem enzimática, farmacológica ou indeterminada. As alergias alimentares têm aumentado significativamente nas últimas décadas, aumentando a preocupação dos profissionais de saúde nesta área. O quadro clínico pode variar desde o risco de vida por anafilaxia a sintomas mais moderados mediados por IgE, como dermatite atópica e sintomas gastrointestinais. As alergias associadas ao leite, ovos, amendoim, peixes, soja, trigo e nozes são comuns em crianças, enquanto as associadas a amendoim, nozes, peixe, marisco, frutos e produtos hortícolas são mais frequentes em adultos. O diagnóstico de ambas as patologias deve ter por base a análise da história clínica. No caso da alergia, os testes cutâneos e a determinação da IgE específica de certos alimentos, realizados através de métodos padronizados, são muito úteis; no entanto, os testes orais podem ser indicados em algumas situações. O tratamento mais utilizado em ambas entidades consiste na evicção dos alimentos que desencadeiam os sintomas. Têm sido desenvolvidas novas técnicas de diagnóstico que detectam epitopos alergénicos específicos. Várias terapias mais recentes parecem ser promissoras.
Autores principais:Martins, Angélica Michoux
Assunto:Aditivos alimentares Alergia alimentar Alergénio Diagnóstico Epidemiologia Imunoterapia Intolerância alimentar Mestrado Integrado - 2015 Prevenção primária Tolerância oral
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É importante distinguir Alergia Alimentar de Intolerância Alimentar. A primeira distingue-se pelo facto de ter como mecanismo uma resposta imunitária e pode ser classificada como mediada por IgE, não mediada por IgE, ou mista. A Intolerância Alimentar é uma reacção adversa a alimentos, envolvendo uma resposta não imunológica. Esta pode ter uma origem enzimática, farmacológica ou indeterminada. As alergias alimentares têm aumentado significativamente nas últimas décadas, aumentando a preocupação dos profissionais de saúde nesta área. O quadro clínico pode variar desde o risco de vida por anafilaxia a sintomas mais moderados mediados por IgE, como dermatite atópica e sintomas gastrointestinais. As alergias associadas ao leite, ovos, amendoim, peixes, soja, trigo e nozes são comuns em crianças, enquanto as associadas a amendoim, nozes, peixe, marisco, frutos e produtos hortícolas são mais frequentes em adultos. O diagnóstico de ambas as patologias deve ter por base a análise da história clínica. No caso da alergia, os testes cutâneos e a determinação da IgE específica de certos alimentos, realizados através de métodos padronizados, são muito úteis; no entanto, os testes orais podem ser indicados em algumas situações. O tratamento mais utilizado em ambas entidades consiste na evicção dos alimentos que desencadeiam os sintomas. Têm sido desenvolvidas novas técnicas de diagnóstico que detectam epitopos alergénicos específicos. Várias terapias mais recentes parecem ser promissoras.