Publicação
Patient reported outcome measures in type 1 diabetes outpatient care
| Resumo: | Introdução | As medidas de Resultados Reportados pelos Doentes (PROMs), avaliam como os próprios percecionam a doença e o impacto na qualidade de vida, representando um importante complemento à avaliação metabólica da pessoa com diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Objetivo | Avaliação dos PROMs e sua relação com controlo metabólico. Metodologia | Estudo transversal de adultos com DM1 seguidos em consulta externa do serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria. Recolheram-se dados demográficos, clínicos, hemoglobina glicada (HbA1c) e perfil de ambulatório da glicose. Aplicaram-se 3 PROMs: Escala de Ajustamento Psicológico à Diabetes (ATT18), Índice de Bem Estar da OMS (WHO-5) e Questionário Sobre a Saúde do Paciente (PHQ-9). Realizouse análise descritiva e bivariada dos dados. Resultados | Incluídas 56 pessoas com DM1, com 41,2±14,6 anos, 58,9% do sexo feminino, 64,3% da classe socioeconómica média-alta e duração da doença 21,0±14,6 anos. 44,6% com perfusão subcutânea contínua de insulina (PSCI); 39,3% apresentam complicações microvasculares. HbA1c 8.0 ± 1.4%, Tempo no alvo (TIR) 52±22%, Coeficiente-de-Variação (CV) 37±8% e mediana de Tempo abaixo do alvo (TBR) 2%. As pessoas sob PSCI apresentaram maior TIR (59,2±17,9% vs. 46,1±24,1%, p=0.03), apesar de HbA1c idêntica. O CV relacionou-se diretamente com TBR (ρ =0,643, p<0.001). A pontuação nos questionários foi: ATT18 62.89 ± 11.586, WHO-5 58.50 ± 26.429 e PHQ-9 6.61 ± 5.963. O ATT18 correlacionou-se diretamente com WHO-5 (r=0.511, p<0.001) e inversamente com PHQ-9 (r=-0.676, p <0.001). Não foram identificadas relações entre o controlo metabólico e PROMs (p>0.05). Conclusões | A monitorização contínua da glicose permite uma avaliação detalhada e ajustes terapêuticos mais precisos. A maioria revelou bom ajustamento psicológico à diabetes e este relaciona-se com o bem-estar e menor frequência de sintomas depressivos. Não se encontrou uma relação significativa entre PROMs e controlo metabólico, contudo, cerca de 1/3 dos indivíduos apresentou índice de bem-estar subótimo e 1/5 sintomas de depressão, revelando a importância de abordar a saúde mental a par do controlo metabólico. Incluir estas medidas possibilita uma abordagem individualizada, promovendo a adequação dos cuidados e a qualidade de vida desta população. |
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| Autores principais: | Rochate, Juliana Filipa Fonseca |
| Assunto: | Diabetes tipo 1 Patient-reported outcome measures (PROMs) Ajustamento psicológico à diabetes Qualidade de vida Controlo metabólico Endocrinologia |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução | As medidas de Resultados Reportados pelos Doentes (PROMs), avaliam como os próprios percecionam a doença e o impacto na qualidade de vida, representando um importante complemento à avaliação metabólica da pessoa com diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Objetivo | Avaliação dos PROMs e sua relação com controlo metabólico. Metodologia | Estudo transversal de adultos com DM1 seguidos em consulta externa do serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria. Recolheram-se dados demográficos, clínicos, hemoglobina glicada (HbA1c) e perfil de ambulatório da glicose. Aplicaram-se 3 PROMs: Escala de Ajustamento Psicológico à Diabetes (ATT18), Índice de Bem Estar da OMS (WHO-5) e Questionário Sobre a Saúde do Paciente (PHQ-9). Realizouse análise descritiva e bivariada dos dados. Resultados | Incluídas 56 pessoas com DM1, com 41,2±14,6 anos, 58,9% do sexo feminino, 64,3% da classe socioeconómica média-alta e duração da doença 21,0±14,6 anos. 44,6% com perfusão subcutânea contínua de insulina (PSCI); 39,3% apresentam complicações microvasculares. HbA1c 8.0 ± 1.4%, Tempo no alvo (TIR) 52±22%, Coeficiente-de-Variação (CV) 37±8% e mediana de Tempo abaixo do alvo (TBR) 2%. As pessoas sob PSCI apresentaram maior TIR (59,2±17,9% vs. 46,1±24,1%, p=0.03), apesar de HbA1c idêntica. O CV relacionou-se diretamente com TBR (ρ =0,643, p<0.001). A pontuação nos questionários foi: ATT18 62.89 ± 11.586, WHO-5 58.50 ± 26.429 e PHQ-9 6.61 ± 5.963. O ATT18 correlacionou-se diretamente com WHO-5 (r=0.511, p<0.001) e inversamente com PHQ-9 (r=-0.676, p <0.001). Não foram identificadas relações entre o controlo metabólico e PROMs (p>0.05). Conclusões | A monitorização contínua da glicose permite uma avaliação detalhada e ajustes terapêuticos mais precisos. A maioria revelou bom ajustamento psicológico à diabetes e este relaciona-se com o bem-estar e menor frequência de sintomas depressivos. Não se encontrou uma relação significativa entre PROMs e controlo metabólico, contudo, cerca de 1/3 dos indivíduos apresentou índice de bem-estar subótimo e 1/5 sintomas de depressão, revelando a importância de abordar a saúde mental a par do controlo metabólico. Incluir estas medidas possibilita uma abordagem individualizada, promovendo a adequação dos cuidados e a qualidade de vida desta população. |
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