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Implementação de uma área de produção de hortícolas em modo de produção biológico na empresa “Quinta da Ribeira”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As hortas urbanas têm cada vez um papel mais significante na alimentação da população nas grandes cidades. Um contacto direto com os produtores é mais valorizado, pela qualidade dos produtos e pelos métodos produtivos associados. Procurou-se neste trabalho implementar uma área de hortícolas em modo de produção biológico (MPB) num terreno de 3,75 ha na Ribeira de Sintra, retratando este documento as atividades desenvolvidas nos procedimentos de limpeza do terreno, preparação do solo, instalação do sistema de rega, plantações e sementeiras na época de Primavera-Verão, fertilizações, proteção de plantas e os resultados obtidos para as diferentes culturas, bem como estrangulamentos associados à produção, colheita e comercialização. Os principais problemas identificados prenderam-se com a limpeza e preparação do terreno, com o sistema de rega, e com o controlo fitossanitário. O primeiro obrigou a um esforço intensivo, envolvendo uma desmatação, uma limpeza de materiais plásticos e lenhosos e posteriormente uma mobilização de solo. A instalação do sistema de rega consistiu na criação de duas fontes de água, e duas zonas de rega, por aspersão e por gota-a-gota, mas a eficiência do sistema foi sempre baixa, causando irregularidade no fornecimento de água. O controlo de pragas como a áltica-da-couve ou de doenças como a Sclerotinia foi pouco eficaz, devido à reduzida diversidade de substâncias homologadas em MPB. As culturas hortícolas instaladas incluíram predominantemente brássicas, solanáceas, cucurbitáceas e asteráceas. A comercialização dos produtos foi realizada através de quatro canais principais de venda: restauração, alojamento local, mercearias e, a mais relevante, destinada ao consumidor final através da venda de cabazes e entrega ao domicílio ou num mercado construído no próprio terreno. As culturas com menos problemas fitotécnicos foram as cucurbitáceas e a alface, as que tiveram maior procura por parte do consumidor foram as cucurbitáceas, com destaque para a melancia e a abóbora, e solanáceas.
Autores principais:Serrano, Manuel João Rios Batista
Assunto:horticultura urbana hortícolas herbáceas vegetais agricultura biológica mercado local vegetable garden herbaceous crops vegetables organic farming local market
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As hortas urbanas têm cada vez um papel mais significante na alimentação da população nas grandes cidades. Um contacto direto com os produtores é mais valorizado, pela qualidade dos produtos e pelos métodos produtivos associados. Procurou-se neste trabalho implementar uma área de hortícolas em modo de produção biológico (MPB) num terreno de 3,75 ha na Ribeira de Sintra, retratando este documento as atividades desenvolvidas nos procedimentos de limpeza do terreno, preparação do solo, instalação do sistema de rega, plantações e sementeiras na época de Primavera-Verão, fertilizações, proteção de plantas e os resultados obtidos para as diferentes culturas, bem como estrangulamentos associados à produção, colheita e comercialização. Os principais problemas identificados prenderam-se com a limpeza e preparação do terreno, com o sistema de rega, e com o controlo fitossanitário. O primeiro obrigou a um esforço intensivo, envolvendo uma desmatação, uma limpeza de materiais plásticos e lenhosos e posteriormente uma mobilização de solo. A instalação do sistema de rega consistiu na criação de duas fontes de água, e duas zonas de rega, por aspersão e por gota-a-gota, mas a eficiência do sistema foi sempre baixa, causando irregularidade no fornecimento de água. O controlo de pragas como a áltica-da-couve ou de doenças como a Sclerotinia foi pouco eficaz, devido à reduzida diversidade de substâncias homologadas em MPB. As culturas hortícolas instaladas incluíram predominantemente brássicas, solanáceas, cucurbitáceas e asteráceas. A comercialização dos produtos foi realizada através de quatro canais principais de venda: restauração, alojamento local, mercearias e, a mais relevante, destinada ao consumidor final através da venda de cabazes e entrega ao domicílio ou num mercado construído no próprio terreno. As culturas com menos problemas fitotécnicos foram as cucurbitáceas e a alface, as que tiveram maior procura por parte do consumidor foram as cucurbitáceas, com destaque para a melancia e a abóbora, e solanáceas.