Publicação
Influência dos estilos de vinculação a nível de resiliência na manifestação de sintomas de luto prolongado
| Resumo: | Esta dissertação visa estudar a relação que os estilos de vinculação, definidos por Bawtholomew (1991), e o nível de resiliência têm na manifestação de sintomas de luto, mais concretamente, com os sintomas definidos para o diagnóstico da Perturbação de Luto Prolongado (Prigerson, Vanderwerker, & Maciejewski, 2007). Também é analisada a relação que o apoio social e a perceção da adaptação à viuvez têm com estas variáveis. A uma amostra de 48 viúvas, do sexo feminino e com mais de 60 anos, foram aplicados três instrumentos. Para a avaliação da vinculação foi aplicado o Questionário de Estilo Relacional (Moreira, 2000), utilizou-se a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (Faria-Anjos & Ribeiro, 2011) para a avaliação do nível de resiliência e para o estudo dos sintomas de luto foi aplicado o teste Prolonged Grief-Disorder-13 (Delalibera, 2010). Também foi utilizado um questionário sociodemográfico para a recolha de informações desta natureza. Não se encontraram relações significativas entre os estilos de vinculação e o nível de resiliência, com a exceção do estilo Preocupado que parece estar associado a menos resiliência. O estilo Seguro está associado a uma melhor avaliação da adaptação à viuvez, contrariamente aos resultados encontrados com o estilo Preocupado. Os estilos de vinculação Preocupado e Evitante-Receoso avaliam o apoio social, a quantidade e a qualidade de relações familiares e de amizade de forma mais negativa do que o estilo Seguro, que relata maior contacto, melhor qualidade de relações e maior perceção de apoio social. Por último, verificou-se menos manifestações de sintomas de Luto Prolongado no estilo de Vinculação Seguro, e mais manifestações de sintomas nos estilos Preocupado e Evitante-Receoso. |
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| Autores principais: | Félix, Carolina Inês Vieira |
| Assunto: | Resiliência psicológica Vinculação Viúvas Luto prolongado Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação visa estudar a relação que os estilos de vinculação, definidos por Bawtholomew (1991), e o nível de resiliência têm na manifestação de sintomas de luto, mais concretamente, com os sintomas definidos para o diagnóstico da Perturbação de Luto Prolongado (Prigerson, Vanderwerker, & Maciejewski, 2007). Também é analisada a relação que o apoio social e a perceção da adaptação à viuvez têm com estas variáveis. A uma amostra de 48 viúvas, do sexo feminino e com mais de 60 anos, foram aplicados três instrumentos. Para a avaliação da vinculação foi aplicado o Questionário de Estilo Relacional (Moreira, 2000), utilizou-se a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (Faria-Anjos & Ribeiro, 2011) para a avaliação do nível de resiliência e para o estudo dos sintomas de luto foi aplicado o teste Prolonged Grief-Disorder-13 (Delalibera, 2010). Também foi utilizado um questionário sociodemográfico para a recolha de informações desta natureza. Não se encontraram relações significativas entre os estilos de vinculação e o nível de resiliência, com a exceção do estilo Preocupado que parece estar associado a menos resiliência. O estilo Seguro está associado a uma melhor avaliação da adaptação à viuvez, contrariamente aos resultados encontrados com o estilo Preocupado. Os estilos de vinculação Preocupado e Evitante-Receoso avaliam o apoio social, a quantidade e a qualidade de relações familiares e de amizade de forma mais negativa do que o estilo Seguro, que relata maior contacto, melhor qualidade de relações e maior perceção de apoio social. Por último, verificou-se menos manifestações de sintomas de Luto Prolongado no estilo de Vinculação Seguro, e mais manifestações de sintomas nos estilos Preocupado e Evitante-Receoso. |
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