Publicação
Filhos na escola e filhos adultos : a relação entre funcionamento familiar, parentalidade e resiliência
| Resumo: | O presente estudo teve como principal objectivo avaliar a relação entre as variáveis: estilos parentais educativos, adaptabilidade, coesão, coparentalidade e resiliência, em dois diferentes momentos do ciclo de vida de desenvolvimento da família. Foi ainda avaliado, se o sexo dos sujeitos tinha algum efeito sobre as variáveis estilos parentais e resiliência. A amostra inclui 136 sujeitos que responderam aos seguintes instrumentos: a Escala de Avaliação de Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) (Olson, Potner e Bell, 1982), o Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP) (Robinson, Mandleco, Olsen & Hart, 1995), o Questionário da Coparentalidade (Margolin, Gordis & John, 2001), e a Connor-Davinson Resiliense Scale (CD-RISC) (Connor, 2006). Os resultados demonstraram que as variáveis em estudo se relacionam naturalmente entre si, no entanto, nem todas de modo significativo. Concluímos, também, que a fase do ciclo de vida em que se encontra a família tem algum peso no modo como os sujeitos percepcionam as práticas parentais, próprias e dos companheiros. Confirmámos que adaptabilidade, coesão e coparentalidade são as melhores preditoras dos estilos parentais educativos percepcionados e que a resiliência não é relevante nessa predição. Os dados sugerem, também, que não existe alteração nos níveis de resiliência com o avançar da família no seu ciclo desenvolvimental e que não existe um estilo parental característico de cada uma das fases do ciclo, em estudo. Os resultados apontam, ainda, o estilo autoritativo como, tendencialmente feminino. Finalmente, concluímos que o sexo, não é um factor determinante do nível de resiliência atingido pelo sujeito. Terminamos este estudo com algumas considerações acerca dos resultados obtidos e algumas questões que ficam para responder em novas investigações. |
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| Autores principais: | Agostinho, Ana Catarina Moreira Alves Leitão |
| Assunto: | Ciclo de vida - Família Adaptabilidade Parentalidade Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo teve como principal objectivo avaliar a relação entre as variáveis: estilos parentais educativos, adaptabilidade, coesão, coparentalidade e resiliência, em dois diferentes momentos do ciclo de vida de desenvolvimento da família. Foi ainda avaliado, se o sexo dos sujeitos tinha algum efeito sobre as variáveis estilos parentais e resiliência. A amostra inclui 136 sujeitos que responderam aos seguintes instrumentos: a Escala de Avaliação de Adaptabilidade e Coesão Familiar (FACES II) (Olson, Potner e Bell, 1982), o Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP) (Robinson, Mandleco, Olsen & Hart, 1995), o Questionário da Coparentalidade (Margolin, Gordis & John, 2001), e a Connor-Davinson Resiliense Scale (CD-RISC) (Connor, 2006). Os resultados demonstraram que as variáveis em estudo se relacionam naturalmente entre si, no entanto, nem todas de modo significativo. Concluímos, também, que a fase do ciclo de vida em que se encontra a família tem algum peso no modo como os sujeitos percepcionam as práticas parentais, próprias e dos companheiros. Confirmámos que adaptabilidade, coesão e coparentalidade são as melhores preditoras dos estilos parentais educativos percepcionados e que a resiliência não é relevante nessa predição. Os dados sugerem, também, que não existe alteração nos níveis de resiliência com o avançar da família no seu ciclo desenvolvimental e que não existe um estilo parental característico de cada uma das fases do ciclo, em estudo. Os resultados apontam, ainda, o estilo autoritativo como, tendencialmente feminino. Finalmente, concluímos que o sexo, não é um factor determinante do nível de resiliência atingido pelo sujeito. Terminamos este estudo com algumas considerações acerca dos resultados obtidos e algumas questões que ficam para responder em novas investigações. |
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