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Da Cadeira ao Banco. Escola e Modernização (Séculos XVIII-XX)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A metáfora Da Cadeira ao Banco simboliza um processo pedagógico, social, político, transcultural, de cerca de dois séculos de história, sintetizado no conceito educacional escolar. No decurso da grande Modernidade, a educação foi progressivamente instrucionalizada e afectada pela cultura escrita, e os perfis de alfabetizado e letrado foram substituídos por um colectivo (cerebralizado e pragmático) de escolarizados, cujas prerrogativas de comunicação, cidadania e participação tornaram possível a sobreposição dos quadros local, nacional, federal e global. Tendo-se reconstituído como instância e referente do Estado-Nação, na transição do Antigo Regime, a cultura escolar, conciliando humanismo, ciência e técnica, ganhou raiz na tradição civilizacional e nas culturas nacionais, e a escola tornou possível a instituição de um minimum curricular, uma escrituração, uma orgânica e uma burocracia estruturantes da modernização e do progresso. O principal objecto aqui historiado é a formação do sistema escolar português, abordado de forma integrativa, nas suas diferentes conjunturas: estatalização, nacionalização, governamentalização, regimentalização. Estas conjunturas correspondem a complexos históricos, transversais ao Mundo Ocidental, no qual, ainda que de forma singular, Portugal não deixou de se inscrever.
Autores principais:Magalhães, Justino
Assunto:Educacional escolar Escola Modernidade Ciclos Histórico-Pedagógicos Modernização
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A metáfora Da Cadeira ao Banco simboliza um processo pedagógico, social, político, transcultural, de cerca de dois séculos de história, sintetizado no conceito educacional escolar. No decurso da grande Modernidade, a educação foi progressivamente instrucionalizada e afectada pela cultura escrita, e os perfis de alfabetizado e letrado foram substituídos por um colectivo (cerebralizado e pragmático) de escolarizados, cujas prerrogativas de comunicação, cidadania e participação tornaram possível a sobreposição dos quadros local, nacional, federal e global. Tendo-se reconstituído como instância e referente do Estado-Nação, na transição do Antigo Regime, a cultura escolar, conciliando humanismo, ciência e técnica, ganhou raiz na tradição civilizacional e nas culturas nacionais, e a escola tornou possível a instituição de um minimum curricular, uma escrituração, uma orgânica e uma burocracia estruturantes da modernização e do progresso. O principal objecto aqui historiado é a formação do sistema escolar português, abordado de forma integrativa, nas suas diferentes conjunturas: estatalização, nacionalização, governamentalização, regimentalização. Estas conjunturas correspondem a complexos históricos, transversais ao Mundo Ocidental, no qual, ainda que de forma singular, Portugal não deixou de se inscrever.