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Estudo da prevalência da retinopatia diabética e dos factores de risco associados, numa população de cuidados de saúde primários no distrito de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Retinopatia Diabética (RD) é a principal causa de cegueira dos adultos em idade activa nos países desenvolvidos(1-4). Em Portugal a prevalência estimada da Retinopatia Diabética, em 2006, foi de 11,4(63). Os estudos existentes sobre esta matéria são escassos, tendo este estudo como objectivo realizar uma revisão sobre os factores de risco da Retinopatia Diabética, assim como da prevalência da mesma numa Unidade de Cuidados de Saúde Primários. Foi seleccionada aleatoriamente uma amostra de 251 doentes diabéticos Tipo 2 seguidos numa Unidade de Cuidados Primários de Saúde (Vila Franca de Xira) de uma população total de 1.282 indivíduos diabéticos. Numa primeira fase, procedeu-se à recolha dos dados através da análise dos registos clínicos dos médicos de família. Realizou-se um estudo descritivo dos factores de risco, nomeadamente, controlo glicémico, duração da doença, pressão arterial, entre outros, e determinou-se a prevalência da RD na amostra, cujo valor foi de 14,7%, representando o sexo feminino 64,9% e o sexo masculino 35,1%. Numa segunda fase, fez-se a análise das associações entre os factores de risco encontrados e a RD, concluindo-se que para esta população os indivíduos com valores mais elevados: de pressão arterial sistólica, glicémia basal, Hb A1C, colesterol total, creatinina, índice de massa corporal pertenciam ao grupo de indivíduos com Retinopatia Diabética, sendo a relação fortemente positiva entre a glicemia basal e a HbA1C e o colesterol total com o LDL. Finalmente foi criado um modelo de regressão logística simples da probabilidade de um indivíduo vir a ter Retinopatia Diabética, tendo como parâmetros a Hb A1C, a creatinina e a pressão arterial sistólica, uma vez que estas variáveis foram as únicas na nossa amostra que apresentaram um efeito estatisticamente significativo sobre a probabilidade de um indivíduo vir a ter Retinopatia Diabética. Como conclusão os resultados deste estudo salientam a importância do controlo dos factores de risco associados ao desenvolvimento e progressão da RD, assim como da realização do rastreio da Retinopatia Diabética de todos os pacientes diabéticos, uma vez que existe uma tendência crescente da prevalência da mesma.
Autores principais:Segalás, Ana Teresa Nunes, 1982-
Assunto:Prevalência Diabetes mellitus Retinopatia diabética Factores de risco Epidemiologia Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Retinopatia Diabética (RD) é a principal causa de cegueira dos adultos em idade activa nos países desenvolvidos(1-4). Em Portugal a prevalência estimada da Retinopatia Diabética, em 2006, foi de 11,4(63). Os estudos existentes sobre esta matéria são escassos, tendo este estudo como objectivo realizar uma revisão sobre os factores de risco da Retinopatia Diabética, assim como da prevalência da mesma numa Unidade de Cuidados de Saúde Primários. Foi seleccionada aleatoriamente uma amostra de 251 doentes diabéticos Tipo 2 seguidos numa Unidade de Cuidados Primários de Saúde (Vila Franca de Xira) de uma população total de 1.282 indivíduos diabéticos. Numa primeira fase, procedeu-se à recolha dos dados através da análise dos registos clínicos dos médicos de família. Realizou-se um estudo descritivo dos factores de risco, nomeadamente, controlo glicémico, duração da doença, pressão arterial, entre outros, e determinou-se a prevalência da RD na amostra, cujo valor foi de 14,7%, representando o sexo feminino 64,9% e o sexo masculino 35,1%. Numa segunda fase, fez-se a análise das associações entre os factores de risco encontrados e a RD, concluindo-se que para esta população os indivíduos com valores mais elevados: de pressão arterial sistólica, glicémia basal, Hb A1C, colesterol total, creatinina, índice de massa corporal pertenciam ao grupo de indivíduos com Retinopatia Diabética, sendo a relação fortemente positiva entre a glicemia basal e a HbA1C e o colesterol total com o LDL. Finalmente foi criado um modelo de regressão logística simples da probabilidade de um indivíduo vir a ter Retinopatia Diabética, tendo como parâmetros a Hb A1C, a creatinina e a pressão arterial sistólica, uma vez que estas variáveis foram as únicas na nossa amostra que apresentaram um efeito estatisticamente significativo sobre a probabilidade de um indivíduo vir a ter Retinopatia Diabética. Como conclusão os resultados deste estudo salientam a importância do controlo dos factores de risco associados ao desenvolvimento e progressão da RD, assim como da realização do rastreio da Retinopatia Diabética de todos os pacientes diabéticos, uma vez que existe uma tendência crescente da prevalência da mesma.