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O que reside entre as artes é teatro: contaminações entre o lugar da cenografia e as artes plásticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Dar um nome a uma coisa não significa apenas a possibilidade de a chamar mas de estabelecer à sua volta toda uma definição que a acompanha, que a motiva e que acaba por responder por ela. O instante em que se dá nome a uma coisa é por isso um momento ousado, quase tanto como aquele em que esse nome é modificado. Será ainda a designação “cenografia” adequada para descrever a identidade da plasticidade visual do espaço teatral? Como descrever actualmente não apenas um campo de trabalho mas todo um pensamento de espaço e estímulo visual situado no cerne da acção teatral? Este é o questionamento que conduz esta pesquisa em torno das relações da componente cenográfica - objecto concreto e agente de percepção subjectiva - com o espaço e com as artes plásticas, partindo da premente enunciação de que o paradigma de “cenário” efectivamente mudou, metamorfoseou-se e cresceu sobre outros sentidos. Esta transformação foi muitas vezes construída sobre audaciosos percursos de criadores, verdadeiros agentes de renovação na cultura, e que revelam muitas vezes influências claras, como é o caso de Artaud e Allan Kaprow, sobejamente conhecidos nos meios internacionais, e Ernesto de Sousa, um dos rostos desta repercussão em Portugal. As colocações teóricas destes pensadores encaminham-nos num trajecto de signos e significados, onde a proposta cenográfica cresce como elemento visual produtor de associações, como um sistema no espaço que constrói um lugar para as nossas acções, e traduz-se num modo de as ver.
Autores principais:Franqueira, Sara,1979-
Assunto:Teatro Cenografia Desempenho (Arte) Representação teatral Artes plásticas Teses de mestrado - 2010
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Dar um nome a uma coisa não significa apenas a possibilidade de a chamar mas de estabelecer à sua volta toda uma definição que a acompanha, que a motiva e que acaba por responder por ela. O instante em que se dá nome a uma coisa é por isso um momento ousado, quase tanto como aquele em que esse nome é modificado. Será ainda a designação “cenografia” adequada para descrever a identidade da plasticidade visual do espaço teatral? Como descrever actualmente não apenas um campo de trabalho mas todo um pensamento de espaço e estímulo visual situado no cerne da acção teatral? Este é o questionamento que conduz esta pesquisa em torno das relações da componente cenográfica - objecto concreto e agente de percepção subjectiva - com o espaço e com as artes plásticas, partindo da premente enunciação de que o paradigma de “cenário” efectivamente mudou, metamorfoseou-se e cresceu sobre outros sentidos. Esta transformação foi muitas vezes construída sobre audaciosos percursos de criadores, verdadeiros agentes de renovação na cultura, e que revelam muitas vezes influências claras, como é o caso de Artaud e Allan Kaprow, sobejamente conhecidos nos meios internacionais, e Ernesto de Sousa, um dos rostos desta repercussão em Portugal. As colocações teóricas destes pensadores encaminham-nos num trajecto de signos e significados, onde a proposta cenográfica cresce como elemento visual produtor de associações, como um sistema no espaço que constrói um lugar para as nossas acções, e traduz-se num modo de as ver.