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Satisfação parental, práticas parentais e bem-estar emocional em crianças pré-escolares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal, nas últimas décadas, a parentalidade tem sido um tema de crescente e distinto interesse, pelas diferentes áreas da Psicologia. Os estudos têm sido consistentes no que respeita à forma como as práticas parentais interferem no desenvolvimento emocional da criança e, mais tarde, na sua interação com os outros e com o contexto onde está inserida. A qualidade dos cuidados parentais, nas relações precoces, tem sido apontada como fundamental no desenvolvimento da criança (Cardoso & Veríssimo, 2013). O estudo pretendeu, sobretudo, analisar a relação entre satisfação parental, práticas parentais e bem-estar emocional de crianças em idade pré-escolar. A amostra foi constituída por 121 participantes, 64 mães e 57 pais, com filhos com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos de idade, com nacionalidade portuguesa. O protocolo de avaliação incluiu o Questionário Sociodemográfico e de Desenvolvimento (Santos, S. V. & Narciso, I., 2014), a Escala de Afecto Positivo e Negativo para Crianças-Pais (PANAS-C-P; Nunes, M. S., Narciso, I., Vieira-Santos, S., & Pereira, C., 2017), o Índice de Satisfação Parental (Narciso & Santos, 2011) e o EMBU-Pais ([EMBU-P], Versão M. C. Canavarro, A. I. Pereira & J. M. P. Canavarro, 2005; Versão Original de J. Castro, 1993). Os resultados revelaram que: as mães percepcionam mais afecto positivo nos filhos comparativamente com os pais; a satisfação parental contribui, de forma positiva, para o suporte emocional e para o afecto positivo e, de forma negativa, para a rejeição e para o afecto negativo; suporte emocional correlaciona-se com a tentativa de controlo e com o afecto positivo. Apesar de não existirem diferenças em função do sexo dos filhos, este contribui significativamente para a percepção de afecto negativo. O suporte emocional apresentou um efeito de mediação na relação entre satisfação parental e afecto positivo.
Autores principais:Henrique, Sara Filipa de Oliveira
Assunto:Parentalidade Satisfação parental Práticas parentais Bem-estar psicológico Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal, nas últimas décadas, a parentalidade tem sido um tema de crescente e distinto interesse, pelas diferentes áreas da Psicologia. Os estudos têm sido consistentes no que respeita à forma como as práticas parentais interferem no desenvolvimento emocional da criança e, mais tarde, na sua interação com os outros e com o contexto onde está inserida. A qualidade dos cuidados parentais, nas relações precoces, tem sido apontada como fundamental no desenvolvimento da criança (Cardoso & Veríssimo, 2013). O estudo pretendeu, sobretudo, analisar a relação entre satisfação parental, práticas parentais e bem-estar emocional de crianças em idade pré-escolar. A amostra foi constituída por 121 participantes, 64 mães e 57 pais, com filhos com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos de idade, com nacionalidade portuguesa. O protocolo de avaliação incluiu o Questionário Sociodemográfico e de Desenvolvimento (Santos, S. V. & Narciso, I., 2014), a Escala de Afecto Positivo e Negativo para Crianças-Pais (PANAS-C-P; Nunes, M. S., Narciso, I., Vieira-Santos, S., & Pereira, C., 2017), o Índice de Satisfação Parental (Narciso & Santos, 2011) e o EMBU-Pais ([EMBU-P], Versão M. C. Canavarro, A. I. Pereira & J. M. P. Canavarro, 2005; Versão Original de J. Castro, 1993). Os resultados revelaram que: as mães percepcionam mais afecto positivo nos filhos comparativamente com os pais; a satisfação parental contribui, de forma positiva, para o suporte emocional e para o afecto positivo e, de forma negativa, para a rejeição e para o afecto negativo; suporte emocional correlaciona-se com a tentativa de controlo e com o afecto positivo. Apesar de não existirem diferenças em função do sexo dos filhos, este contribui significativamente para a percepção de afecto negativo. O suporte emocional apresentou um efeito de mediação na relação entre satisfação parental e afecto positivo.