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Cartografias à margem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No contexto metropolitano de Lisboa, entre a oscilação da maré cheia e da maré vaza, existe uma periferia com características singulares: os territórios ribeirinhos pós-industriais da margem sul, entre os quais se situa Alburrica (Barreiro). A complexidade deste lugar, que abrange sistemas ecológicos altamente dinâmicos, património industrial em ruína e habitações informais de pescadores, convoca um conjunto de temáticas diversas. Termos como precariedade e convivialidade, limite e transgressão, individual e comum, representam uma hipótese de interpretação deste território - um léxico reflexivo que precede e informa a definição de uma proposta arquitetónica para o território de Alburrica. O carácter intersticial, contingente e instável deste lugar espelha o lado-reverso da globalização, bem como a velocidade de transformações que ocorrem no ambiente urbano contemporâneo a nível político, social, económico, financeiro, ambiental, e consequentemente, espacial. Pela sua condição periférica e frequentemente invisível, Alburrica mobiliza um campo de possibilidades quanto ao reforço do conhecimento pré-existente, ao debate sobre a prática arquitetónica e à criação de renovados sentidos, espaços de existência e habitabilidades.
Autores principais:Saldanha, Márcia Isabel Borges da Silva
Assunto:Reserva natural Territórios invisíveis Lugar informal Ruína industrial Margem
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No contexto metropolitano de Lisboa, entre a oscilação da maré cheia e da maré vaza, existe uma periferia com características singulares: os territórios ribeirinhos pós-industriais da margem sul, entre os quais se situa Alburrica (Barreiro). A complexidade deste lugar, que abrange sistemas ecológicos altamente dinâmicos, património industrial em ruína e habitações informais de pescadores, convoca um conjunto de temáticas diversas. Termos como precariedade e convivialidade, limite e transgressão, individual e comum, representam uma hipótese de interpretação deste território - um léxico reflexivo que precede e informa a definição de uma proposta arquitetónica para o território de Alburrica. O carácter intersticial, contingente e instável deste lugar espelha o lado-reverso da globalização, bem como a velocidade de transformações que ocorrem no ambiente urbano contemporâneo a nível político, social, económico, financeiro, ambiental, e consequentemente, espacial. Pela sua condição periférica e frequentemente invisível, Alburrica mobiliza um campo de possibilidades quanto ao reforço do conhecimento pré-existente, ao debate sobre a prática arquitetónica e à criação de renovados sentidos, espaços de existência e habitabilidades.