Publicação
Sustentabilidade no desenvolvimento de embalagens ativas: incorporação de compostos bioativos em filmes de alginato de cálcio
| Resumo: | Há alguns anos que se tem verificado uma crescente evolução na indústria alimentar no sentido de responder às exigências e necessidades da população atual, em particular do consumidor. Com os problemas que, por vezes, se enfrentam de importação e de condições climatéricas, tornou-se necessário e urgente o desenvolvimento de embalagens que permitam uma melhor conservação dos alimentos, e que lhes aumentem o tempo de vida útil. Por isso, têm sido criadas embalagens ativas, que para além de prolongarem o seu tempo de prateleira, podem também conferir muitas outras vantagens, através da incorporação de compostos e materiais ativos que possuem e exercem atividade antimicrobiana e antioxidante sobre o género alimentício que está contido nas mesmas. Desta forma será possível um maior controlo e monitorização da qualidade e segurança do alimento, transmitindo, assim, uma maior segurança e confiança ao consumidor. O presente trabalho teve como objetivo obter fibras/ revestimentos com diferentes compostos bioativos e, incorporar os mesmos em embalagens ativas, que sejam antioxidantes e antimicrobianas. Numa primeira etapa foram realizados vários métodos para avaliar a capacidade antioxidante e antimicrobiana dos compostos (Spirulina, Clorela, Erva trigo e Acerola + Camu Camu). Posteriormente, foram obtidas fibras de alginato de cálcio e, incorporados os compostos bioativos, sendo depois realizados ensaios de eficácia das fibras em diferentes alimentos, pera, cenoura e maçã. Os resultados obtidos nos primeiros ensaios analíticos (DPPH, FRAP, Folin-Ciocalteu) revelaram que a Acerola + Camu Camu foi o composto bioativo com maior capacidade antioxidante (0,098 mg/mL). Realizados os ensaios com as fibras de alginato nos alimentos verificou-se que no ensaio da pera com as fibras de Acerola + Camu Camu, as mesmas assim como as fibras, aguentaram mais tempo e em melhores condições organoléticas em relação à cenoura e à maçã. Conclui-se que a Acerola + Camu Camu é um composto bioativo bastante promissor, com uma grande capacidade antioxidante, capaz de retardar o processo de amadurecimento e de oxidação. No entanto, é necessário estudar outros compostos em combinação com este de forma a tornar a embalagem o mais eficaz possível. |
|---|---|
| Autores principais: | Guerra, Ana Carolina Fortes |
| Assunto: | Embalagem ativa Compostos bioativos Alginato de cálcio Fibras Antioxidantes Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Há alguns anos que se tem verificado uma crescente evolução na indústria alimentar no sentido de responder às exigências e necessidades da população atual, em particular do consumidor. Com os problemas que, por vezes, se enfrentam de importação e de condições climatéricas, tornou-se necessário e urgente o desenvolvimento de embalagens que permitam uma melhor conservação dos alimentos, e que lhes aumentem o tempo de vida útil. Por isso, têm sido criadas embalagens ativas, que para além de prolongarem o seu tempo de prateleira, podem também conferir muitas outras vantagens, através da incorporação de compostos e materiais ativos que possuem e exercem atividade antimicrobiana e antioxidante sobre o género alimentício que está contido nas mesmas. Desta forma será possível um maior controlo e monitorização da qualidade e segurança do alimento, transmitindo, assim, uma maior segurança e confiança ao consumidor. O presente trabalho teve como objetivo obter fibras/ revestimentos com diferentes compostos bioativos e, incorporar os mesmos em embalagens ativas, que sejam antioxidantes e antimicrobianas. Numa primeira etapa foram realizados vários métodos para avaliar a capacidade antioxidante e antimicrobiana dos compostos (Spirulina, Clorela, Erva trigo e Acerola + Camu Camu). Posteriormente, foram obtidas fibras de alginato de cálcio e, incorporados os compostos bioativos, sendo depois realizados ensaios de eficácia das fibras em diferentes alimentos, pera, cenoura e maçã. Os resultados obtidos nos primeiros ensaios analíticos (DPPH, FRAP, Folin-Ciocalteu) revelaram que a Acerola + Camu Camu foi o composto bioativo com maior capacidade antioxidante (0,098 mg/mL). Realizados os ensaios com as fibras de alginato nos alimentos verificou-se que no ensaio da pera com as fibras de Acerola + Camu Camu, as mesmas assim como as fibras, aguentaram mais tempo e em melhores condições organoléticas em relação à cenoura e à maçã. Conclui-se que a Acerola + Camu Camu é um composto bioativo bastante promissor, com uma grande capacidade antioxidante, capaz de retardar o processo de amadurecimento e de oxidação. No entanto, é necessário estudar outros compostos em combinação com este de forma a tornar a embalagem o mais eficaz possível. |
|---|