Publicação
Valorização de resíduos da indústria corticeira na formulação de substratos para produção de plantas
| Resumo: | O presente trabalho teve como objetivo estudar a viabilidade do uso de resíduos provenientes da indústria corticeira na formulação de substratos alternativos para viveiros. No caso especifico dos viveiros florestais, a casca de pinheiro, um dos principais componentes dos substratos utilizados, poderá ser uma via de dispersão do fungo Fusarium circinatum (cancro-resinoso-do-pinheiro). Nestes viveiros, a utilização dos resíduos de cortiça (de uma espécie não hospedeira do fungo) reduzirá significativamente o risco de infeção das jovens plantas no viveiro. Foram formulados e testados dez substratos, contendo diferentes percentagens de dois resíduos de cortiça (“terras de cortiça” e “granulado ADT”), com as seguintes proporções de turfa:resíduo, em volume: 100:0; 75:25; 50:50; 25:75 e 0:100. Os substratos formulados foram caracterizados analiticamente e testados num ensaio de crescimento em vaso recorrendo a uma planta-teste (couve-chinesa). Os resíduos de cortiça originaram um aumento do arejamento dos substratos obtidos e uma redução da sua contratilidade, melhorando, significativamente, estas propriedades físicas. No entanto, para percentagens superiores a 50%, há uma redução da água disponível para as plantas, para valores inferiores aos recomendados. A adição dos resíduos de cortiça à turfa originou uma redução do crescimento da planta-teste, mais acentuado nas percentagens superiores a 50%, que poderá estar associada à redução de retenção de água disponível (“terras” e ADT), da fitotoxicidade (ADT) e de uma eventual imobilização de azoto (“terras de cortiça”). A couve-chinesa é utilizada como planta-teste por ser uma espécie bastante sensível. Com espécies mais rústicas e menos sensíveis, como as espécies florestais, nomeadamente os pinheiros, o decréscimo de crescimento observado na couve-chinesa poderá não ser tão pronunciado. Assim, os resultados deste trabalho indicam que os resíduos de cortiça estudados poderão ter potencial para serem utilizados na formulação de substratos, em percentagens até 50%, nomeadamente, na substituição da casca de pinheiro dos substratos utilizados nos viveiros florestais |
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| Autores principais: | Silva, José Maria Branco Canas Henriques da |
| Assunto: | cancro-resinoso-do-pinheiro substrato resíduos de cortiça ADT |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho teve como objetivo estudar a viabilidade do uso de resíduos provenientes da indústria corticeira na formulação de substratos alternativos para viveiros. No caso especifico dos viveiros florestais, a casca de pinheiro, um dos principais componentes dos substratos utilizados, poderá ser uma via de dispersão do fungo Fusarium circinatum (cancro-resinoso-do-pinheiro). Nestes viveiros, a utilização dos resíduos de cortiça (de uma espécie não hospedeira do fungo) reduzirá significativamente o risco de infeção das jovens plantas no viveiro. Foram formulados e testados dez substratos, contendo diferentes percentagens de dois resíduos de cortiça (“terras de cortiça” e “granulado ADT”), com as seguintes proporções de turfa:resíduo, em volume: 100:0; 75:25; 50:50; 25:75 e 0:100. Os substratos formulados foram caracterizados analiticamente e testados num ensaio de crescimento em vaso recorrendo a uma planta-teste (couve-chinesa). Os resíduos de cortiça originaram um aumento do arejamento dos substratos obtidos e uma redução da sua contratilidade, melhorando, significativamente, estas propriedades físicas. No entanto, para percentagens superiores a 50%, há uma redução da água disponível para as plantas, para valores inferiores aos recomendados. A adição dos resíduos de cortiça à turfa originou uma redução do crescimento da planta-teste, mais acentuado nas percentagens superiores a 50%, que poderá estar associada à redução de retenção de água disponível (“terras” e ADT), da fitotoxicidade (ADT) e de uma eventual imobilização de azoto (“terras de cortiça”). A couve-chinesa é utilizada como planta-teste por ser uma espécie bastante sensível. Com espécies mais rústicas e menos sensíveis, como as espécies florestais, nomeadamente os pinheiros, o decréscimo de crescimento observado na couve-chinesa poderá não ser tão pronunciado. Assim, os resultados deste trabalho indicam que os resíduos de cortiça estudados poderão ter potencial para serem utilizados na formulação de substratos, em percentagens até 50%, nomeadamente, na substituição da casca de pinheiro dos substratos utilizados nos viveiros florestais |
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