Publicação
Análise de EMG no domínio da frequência em indivíduos com marcha hemiparética pós-AVC
| Resumo: | Um dos maiores impactos na vida dos sobreviventes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) consiste no surgimento de disfunções motoras, nomeadamente na alteração da marcha. Esta passa a assumir um padrão hemiparético, com paresia do corpo no lado contralateral à da lesão cerebral. Estes pacientes apresentam pouca sensibilidade no seu controlo motor, velocidade de marcha reduzida e espasticidade nos membros inferiores, diminuindo a sua autonomia e independência. É assim importante a aplicação de técnicas de reabilitação que se foquem nas necessidades especificas de cada paciente. A eletromiografia (EMG) apresenta-se como a única ferramenta que permite a definição dos padrões alterados de função muscular que contribuem para as diferenças da marcha específicas de cada paciente. Apesar de se poder analisar estes dados tanto no domínio do tempo como no da frequência, é comum fazer-se a análise apenas para a componente temporal. Este trabalho procura introduzir a componente de análise EMG no domínio da frequência de um modo intuitivo e quantitativo, através do traçado da densidade espetral (DE) e do cálculo de parâmetros (potência total e a frequência maximizante) em ambiente clínico. Foram ainda analisados os dados relativos ao músculo gastrocnémio externo, hamstring lateral (bicípite femoral) e tibial anterior de 13 pacientes hemiparéticos e 13 indivíduos saudáveis. Através dos traçados da DE verificaram-se menores valores de potência em pacientes hemiparéticos quando comparados com os do grupo de controlo, apesar de geralmente manterem a forma. Existem situações com presença de padrões erráticos anormais nos pacientes hemiparéticos, independentemente do lado afetado. Estes apresentam ainda menos simetrias entre membros e entre fases da marcha, e mais dispersão nos parâmetros em estudo. Existe uma diminuição da frequência maximizante nos dois membros, exceto no caso do músculo tibial anterior. Não foi verificada correlação entre os parâmetros estudados e a escala de medição do tónus muscular utilizada. |
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| Autores principais: | Correia, Clara Susana Amorim |
| Assunto: | Acidente Muscular Cerebral Hemiparesia Análise da Marcha Eletromiografia Densidade Espetral Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Um dos maiores impactos na vida dos sobreviventes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) consiste no surgimento de disfunções motoras, nomeadamente na alteração da marcha. Esta passa a assumir um padrão hemiparético, com paresia do corpo no lado contralateral à da lesão cerebral. Estes pacientes apresentam pouca sensibilidade no seu controlo motor, velocidade de marcha reduzida e espasticidade nos membros inferiores, diminuindo a sua autonomia e independência. É assim importante a aplicação de técnicas de reabilitação que se foquem nas necessidades especificas de cada paciente. A eletromiografia (EMG) apresenta-se como a única ferramenta que permite a definição dos padrões alterados de função muscular que contribuem para as diferenças da marcha específicas de cada paciente. Apesar de se poder analisar estes dados tanto no domínio do tempo como no da frequência, é comum fazer-se a análise apenas para a componente temporal. Este trabalho procura introduzir a componente de análise EMG no domínio da frequência de um modo intuitivo e quantitativo, através do traçado da densidade espetral (DE) e do cálculo de parâmetros (potência total e a frequência maximizante) em ambiente clínico. Foram ainda analisados os dados relativos ao músculo gastrocnémio externo, hamstring lateral (bicípite femoral) e tibial anterior de 13 pacientes hemiparéticos e 13 indivíduos saudáveis. Através dos traçados da DE verificaram-se menores valores de potência em pacientes hemiparéticos quando comparados com os do grupo de controlo, apesar de geralmente manterem a forma. Existem situações com presença de padrões erráticos anormais nos pacientes hemiparéticos, independentemente do lado afetado. Estes apresentam ainda menos simetrias entre membros e entre fases da marcha, e mais dispersão nos parâmetros em estudo. Existe uma diminuição da frequência maximizante nos dois membros, exceto no caso do músculo tibial anterior. Não foi verificada correlação entre os parâmetros estudados e a escala de medição do tónus muscular utilizada. |
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