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O turismo como instrumento da cooperação.

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Resumo:A "abordagem horizontal" do turismo dificulta a assumpção do sector como motor do desenvolvimento, apesar de ser cada vez mais reconhecido a sua importância económica, sodal e cultural. Não obstante, tratar-se de um sector sensível às alterações contextuais, sejam conflitos políticos ou problemas de saúde pública, o certo é que se tem revelado com grande capacidade de recuperação e de resistência. Apesar dos acontecimentos que marcam os dias da globalização, os fluxos turísticos têm crescido, mantendo as projecções da Organização Mundial de Turismo para 2020. A crise de paradigmas promoveu novas concepções de turismo baseadas numa visão holística do homem e do mundo. Desenvolvimento e ambiente caracterizam as novas ideias. Neste sentido, o turismo tem vindo a relacionar-se com o desenvolvimento sustentável, chegando a adoptar este adjectivo. Mais recentemente, evolui-se para a noção de turismo responsável, cujo conceito considera o turismo como necessidade básica das sodedades. Mais do que um instrumento, o turismo é um órgão de cooperação para o desenvolvimento. Com a nova ordem política e económica e a globalização das sociedades, a cooperação também necessitou de encontrar nova formulação. Neste sentido, foram definidos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que recentrou a cooperação no combate à pobreza e fez do desenvolvimento sustentado eixos principais do consenso internacional. Para além destes aspectos, a paz e a segurança são vertentes desse consenso. No presente trabalho, descreve-se a influência que a turismo pode ter na cooperação internacional e, especialmente, nas relações entre os países de língua portuguesa. Elabora-se ainda uma matriz sobre o impacto do turismo nos ODM de forma a mostrar como o sector pode ser charneira no cumprimento destes objectivos.
Autores principais:Sarmento, José Miguel Bruno da Costa de Moraes
Assunto:Turismo responsável Cooperação internacional Lusofonia Desenvolvimento sustentável Alterações climáticas Ética do turismo Responsible tourism International cooperation Lusophonie Climate change Tourism ethnics
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A "abordagem horizontal" do turismo dificulta a assumpção do sector como motor do desenvolvimento, apesar de ser cada vez mais reconhecido a sua importância económica, sodal e cultural. Não obstante, tratar-se de um sector sensível às alterações contextuais, sejam conflitos políticos ou problemas de saúde pública, o certo é que se tem revelado com grande capacidade de recuperação e de resistência. Apesar dos acontecimentos que marcam os dias da globalização, os fluxos turísticos têm crescido, mantendo as projecções da Organização Mundial de Turismo para 2020. A crise de paradigmas promoveu novas concepções de turismo baseadas numa visão holística do homem e do mundo. Desenvolvimento e ambiente caracterizam as novas ideias. Neste sentido, o turismo tem vindo a relacionar-se com o desenvolvimento sustentável, chegando a adoptar este adjectivo. Mais recentemente, evolui-se para a noção de turismo responsável, cujo conceito considera o turismo como necessidade básica das sodedades. Mais do que um instrumento, o turismo é um órgão de cooperação para o desenvolvimento. Com a nova ordem política e económica e a globalização das sociedades, a cooperação também necessitou de encontrar nova formulação. Neste sentido, foram definidos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que recentrou a cooperação no combate à pobreza e fez do desenvolvimento sustentado eixos principais do consenso internacional. Para além destes aspectos, a paz e a segurança são vertentes desse consenso. No presente trabalho, descreve-se a influência que a turismo pode ter na cooperação internacional e, especialmente, nas relações entre os países de língua portuguesa. Elabora-se ainda uma matriz sobre o impacto do turismo nos ODM de forma a mostrar como o sector pode ser charneira no cumprimento destes objectivos.