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Estudo sobre a epêntese na produção oral de brasileiros residentes em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo tem como principal objetivo constituir pistas acústicas que comprovem a existência ou ausência da epêntese vocálica nas produções orais dos brasileiros vindos do Rio de Janeiro residentes em Portugal. Para cumprir essa finalidade, utilizamos o programa de edição PRAAT que nos auxiliou na análise das frequências dos dois primeiros formantes (F1 e F2), da Frequência Fundamental (F0) e medidas as durações dos materiais vocálicos que se registavam entre consoantes que constituíam contextos potenciais para a epêntese. A realização da pesquisa foi motivada pelo facto de nos termos apercebido da existência de uma tendência de não produção da vogal epentética por alguns brasileiros residentes em Portugal. Como o Português do Brasil tem como característica marcante a produção de epêntese vocálica, considera-se que esta mudança linguística é interessante para a melhor compreensão do fenómeno da epêntese em contexto de contato entre duas variedades da mesma língua, a saber, o Português do Brasil e o Português Europeu. Para além das gravações utilizadas neste estudo, também aplicámos um teste percetivo para entendermos melhor como os informantes portugueses e brasileiros ouviram/perceberam as produções analisadas acusticamente. Os resultados obtidos foram relevantes, pois apresentaram diferenças nas produções de epêntese e mostraram um declínio nos grupos com maior tempo de permanência em Portugal. Também verificámos que a duração da vogal epentética apresentou valores menores em relação às vogais regulares. Os resultados do teste percetivo não mostraram grandes diferenças entre os grupos de portugueses e brasileiros. No entanto, tomando em consideração a variável sociolinguística sexo, observou-se uma diferença que não se pode menosprezar, nomeadamente, os informantes masculinos ouviram/detetaram vogais epentéticas em maior percentagem.
Autores principais:Martinez, Silvana Cebalho do Carmo Silva
Assunto:Língua portuguesa - Fonologia Língua portuguesa - Variação (Linguística) Língua portuguesa - Fonologia - Brasil Língua portuguesa falada - Fonologia - Brasil Brasileiros - Portugal Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo tem como principal objetivo constituir pistas acústicas que comprovem a existência ou ausência da epêntese vocálica nas produções orais dos brasileiros vindos do Rio de Janeiro residentes em Portugal. Para cumprir essa finalidade, utilizamos o programa de edição PRAAT que nos auxiliou na análise das frequências dos dois primeiros formantes (F1 e F2), da Frequência Fundamental (F0) e medidas as durações dos materiais vocálicos que se registavam entre consoantes que constituíam contextos potenciais para a epêntese. A realização da pesquisa foi motivada pelo facto de nos termos apercebido da existência de uma tendência de não produção da vogal epentética por alguns brasileiros residentes em Portugal. Como o Português do Brasil tem como característica marcante a produção de epêntese vocálica, considera-se que esta mudança linguística é interessante para a melhor compreensão do fenómeno da epêntese em contexto de contato entre duas variedades da mesma língua, a saber, o Português do Brasil e o Português Europeu. Para além das gravações utilizadas neste estudo, também aplicámos um teste percetivo para entendermos melhor como os informantes portugueses e brasileiros ouviram/perceberam as produções analisadas acusticamente. Os resultados obtidos foram relevantes, pois apresentaram diferenças nas produções de epêntese e mostraram um declínio nos grupos com maior tempo de permanência em Portugal. Também verificámos que a duração da vogal epentética apresentou valores menores em relação às vogais regulares. Os resultados do teste percetivo não mostraram grandes diferenças entre os grupos de portugueses e brasileiros. No entanto, tomando em consideração a variável sociolinguística sexo, observou-se uma diferença que não se pode menosprezar, nomeadamente, os informantes masculinos ouviram/detetaram vogais epentéticas em maior percentagem.