Publicação
Adélia Prado: uma poesia hieroglífica
| Resumo: | Nesta tese defendo que a poesia de Adélia Prado é uma poesia hieroglífica, na linha do que a autora afirma em entrevista: “quando eu falo poesia, poema, é a pintura.” (Prado 2014). No primeiro capítulo, argumento que a relação que Prado traça entre o género pictórico e o género poético prende-se com o efeito que ambos produzem, a “concretude”. Neste capítulo ficará desde já evidente a presença da religião e de Deus nos poemas da autora. No segundo capítulo, circunscrevo a afinidade entre os dois géneros artísticos, ao fazer uma aproximação da obra poética de Prado a um tipo específico de pintura: a ropografia. No terceiro capítulo, ponho em evidência os limites dessa comparação, e também entre o género pictórico e o género poético dentro da própria conceção de Prado. Por fim, no último capítulo, descrevo a obra poética de Prado como hieroglífica, esse tipo de poesia que é pintura, e que estabelece também relação entre a escrita poética e o divino, num modo de acesso à eternidade. |
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| Autores principais: | Quintela, Maria Madalena Maymone Martins |
| Assunto: | Prado, Adélia, 1935- - Crítica e interpretação Poesia brasileira - séc.20-21 - História e crítica Arte e literatura Religião - Na literatura Deus - Na literatura Poética Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nesta tese defendo que a poesia de Adélia Prado é uma poesia hieroglífica, na linha do que a autora afirma em entrevista: “quando eu falo poesia, poema, é a pintura.” (Prado 2014). No primeiro capítulo, argumento que a relação que Prado traça entre o género pictórico e o género poético prende-se com o efeito que ambos produzem, a “concretude”. Neste capítulo ficará desde já evidente a presença da religião e de Deus nos poemas da autora. No segundo capítulo, circunscrevo a afinidade entre os dois géneros artísticos, ao fazer uma aproximação da obra poética de Prado a um tipo específico de pintura: a ropografia. No terceiro capítulo, ponho em evidência os limites dessa comparação, e também entre o género pictórico e o género poético dentro da própria conceção de Prado. Por fim, no último capítulo, descrevo a obra poética de Prado como hieroglífica, esse tipo de poesia que é pintura, e que estabelece também relação entre a escrita poética e o divino, num modo de acesso à eternidade. |
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