Publicação
Caracterização de fosfolípidos, incluindo plasmalogénios, em bivalves da costa portuguesa
| Resumo: | Apesar da existência de alguns estudos que envolvem a caracterização lipídica de bivalves, não se conhece a existência de trabalhos que envolvam os bivalves da Costa Portuguesa, nomeadamente no que diz respeito à caracterização lipídica de plasmalogénios. Os plasmalogénios são fosfolípidos presentes nas membranas celulares que parecem ter relevância no estado de saúde e/ou doença nos humanos, dado as suas funções biológicas. O objetivo deste trabalho consistiu na caracterização e determinação do perfil lipídico (ácidos gordos e dimetilacetais), em especial de plasmalogénios, de vários bivalves da Costa Portuguesa: ameijoa japonesa (Ruditapes phillippinarum), lambujinha (Scrobicularia plana), berbigão (Cerastoderma spp.), mexilhão (Mytillus spp.), ostra (Crassostera spp.) e longueirão (Ensis spp.). Também pretendeu verificar se estes bivalves seriam uma boa fonte alimentar de plasmalogénios. Além disto, também se determinou fatores de conversão lipídicos para as diferentes frações lipídicas dos bivalves em estudo. Os resultados deste trabalho demonstraram que a composição em ácidos gordos dos plasmalogénios é variável entre os bivalves estudados, mas em todos eles houve pontos consistentes, nomeadamente a frequência do C16:0 e C18:0 nos ácidos gordos saturados, bem como a de EPA e DHA e o total de ácidos gordos NMI nos ácidos gordos polinsaturados. Relativamente aos dimetilacetais, o mais frequente foi o 18:0. Através da aplicação dos fatores de conversão lipídicos determinados, conseguiu-se determinar o teor de plasmalogénios existentes em 100g de bivalve, verificando-se que o mexilhão foi o bivalve que apresentou maior conteúdo em plasmalogénios (58,6 mg/100g). Contudo, os bivalves estudados mostraram que não são ricos em plasmalogénios. |
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| Autores principais: | Faneca, Vera Lúcia Almeida |
| Assunto: | bivalves plasmalogénios fosfolípidos ácidos gordos dimetilacetais fatores plasmalogens phospholipids fatty acids dimethylacetal conversion factors |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Apesar da existência de alguns estudos que envolvem a caracterização lipídica de bivalves, não se conhece a existência de trabalhos que envolvam os bivalves da Costa Portuguesa, nomeadamente no que diz respeito à caracterização lipídica de plasmalogénios. Os plasmalogénios são fosfolípidos presentes nas membranas celulares que parecem ter relevância no estado de saúde e/ou doença nos humanos, dado as suas funções biológicas. O objetivo deste trabalho consistiu na caracterização e determinação do perfil lipídico (ácidos gordos e dimetilacetais), em especial de plasmalogénios, de vários bivalves da Costa Portuguesa: ameijoa japonesa (Ruditapes phillippinarum), lambujinha (Scrobicularia plana), berbigão (Cerastoderma spp.), mexilhão (Mytillus spp.), ostra (Crassostera spp.) e longueirão (Ensis spp.). Também pretendeu verificar se estes bivalves seriam uma boa fonte alimentar de plasmalogénios. Além disto, também se determinou fatores de conversão lipídicos para as diferentes frações lipídicas dos bivalves em estudo. Os resultados deste trabalho demonstraram que a composição em ácidos gordos dos plasmalogénios é variável entre os bivalves estudados, mas em todos eles houve pontos consistentes, nomeadamente a frequência do C16:0 e C18:0 nos ácidos gordos saturados, bem como a de EPA e DHA e o total de ácidos gordos NMI nos ácidos gordos polinsaturados. Relativamente aos dimetilacetais, o mais frequente foi o 18:0. Através da aplicação dos fatores de conversão lipídicos determinados, conseguiu-se determinar o teor de plasmalogénios existentes em 100g de bivalve, verificando-se que o mexilhão foi o bivalve que apresentou maior conteúdo em plasmalogénios (58,6 mg/100g). Contudo, os bivalves estudados mostraram que não são ricos em plasmalogénios. |
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