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O terceiro setor e o voluntariado – estudo de caso no âmbito da saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os meios de comunicação social têm vindo a insistir na ideia de que estamos perante uma sociedade caracterizada pelo individualismo e pela concentração no bem-estar (ver por exemplo, Jornal Público de 9/6/2011). Tornou-se necessário ativar mecanismos que permitam reforçar a coesão social e que promovam os valores da solidariedade. Neste contexto, o Conselho da União Europeia decretou o ano de 2011 como o Ano Europeu das Atividades de Voluntariado Que Promovam Uma Cidadania Ativa (AEV-2011). No Relatório “Voluntariado e Solidariedade Intergeracional”, proveniente desta medida, ficou patente que Portugal é um dos países da UE em que há um menor número de voluntários. Assim, torna-se ainda mais relevante estudar as associações que se dedicam a esta atividade. Nesta pesquisa propomos analisar as motivações dos indivíduos para a realização do trabalho voluntário em determinadas organizações do Terceiro Setor, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), bem como os benefícios que os voluntários retiram do exercício dessa mesma atividade. Assim, será estudada uma IPSS que atua no âmbito da saúde, vocacionada para um público muito específico, crianças portadoras de cancro, onde é evidente a importância da mão-de-obra voluntária, não só pelo apoio concedido aos doentes mas também aos seus familiares, a Acreditar. Tendo em vista estes objetivos, foram aplicados inquéritos por questionário aos voluntários, realizadas entrevistas e efetuada uma análise documental a conteúdos relevantes neste âmbito. Os resultados permitem concluir que o típico voluntário é do sexo feminino, solteiro, com idade compreendida entre os 31 anos e os 55 anos de idade, é licenciado e tem um emprego. Este exerce a atividade voluntária entre 1 hora a 3 horas e 30 minutos por semana, e já o realiza há mais de 12 meses na Acreditar. Recebeu formação inicial de curta ou média duração. As motivações do típico voluntário são sentir-se útil ajudando os outros, novos desafios e experiências, desenvolver conhecimentos e capacidades, e ajudar uma instituição reconhecida na comunidade. Os benefícios de que usufrui ao realizar esta atividade são sentir-se útil, maior satisfação com a vida e desenvolvimento de conhecimentos e capacidades.
Autores principais:Amorim, Cristina Isabel Bouça
Assunto:Voluntariado Motivações Benefícios Terceiro setor IPSS Acreditar Volunteering Motivations Benefits Third sector PSSI Acreditar
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os meios de comunicação social têm vindo a insistir na ideia de que estamos perante uma sociedade caracterizada pelo individualismo e pela concentração no bem-estar (ver por exemplo, Jornal Público de 9/6/2011). Tornou-se necessário ativar mecanismos que permitam reforçar a coesão social e que promovam os valores da solidariedade. Neste contexto, o Conselho da União Europeia decretou o ano de 2011 como o Ano Europeu das Atividades de Voluntariado Que Promovam Uma Cidadania Ativa (AEV-2011). No Relatório “Voluntariado e Solidariedade Intergeracional”, proveniente desta medida, ficou patente que Portugal é um dos países da UE em que há um menor número de voluntários. Assim, torna-se ainda mais relevante estudar as associações que se dedicam a esta atividade. Nesta pesquisa propomos analisar as motivações dos indivíduos para a realização do trabalho voluntário em determinadas organizações do Terceiro Setor, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), bem como os benefícios que os voluntários retiram do exercício dessa mesma atividade. Assim, será estudada uma IPSS que atua no âmbito da saúde, vocacionada para um público muito específico, crianças portadoras de cancro, onde é evidente a importância da mão-de-obra voluntária, não só pelo apoio concedido aos doentes mas também aos seus familiares, a Acreditar. Tendo em vista estes objetivos, foram aplicados inquéritos por questionário aos voluntários, realizadas entrevistas e efetuada uma análise documental a conteúdos relevantes neste âmbito. Os resultados permitem concluir que o típico voluntário é do sexo feminino, solteiro, com idade compreendida entre os 31 anos e os 55 anos de idade, é licenciado e tem um emprego. Este exerce a atividade voluntária entre 1 hora a 3 horas e 30 minutos por semana, e já o realiza há mais de 12 meses na Acreditar. Recebeu formação inicial de curta ou média duração. As motivações do típico voluntário são sentir-se útil ajudando os outros, novos desafios e experiências, desenvolver conhecimentos e capacidades, e ajudar uma instituição reconhecida na comunidade. Os benefícios de que usufrui ao realizar esta atividade são sentir-se útil, maior satisfação com a vida e desenvolvimento de conhecimentos e capacidades.