Publicação
Influência dos fatores predisponentes de distocia na sobrevivência do vitelo e vaca
| Resumo: | A mortalidade de vitelos após o parto é um problema que tem vindo a aumentar ao longo do tempo. O interesse económico é elevado, uma vez que além da perda direta do valor do vitelo, o risco de morte da vaca também aumenta. Um dos fatores com maior preponderância na mortalidade no peri-parto é a distócia. Os partos distócicos são mais prolongados e difíceis que o esperado, necessitando de assistência. A etiologia de uma distócia é variada, podendo ter causas maternas, como a inércia uterina, anomalias do canal de parto, torção uterina e hérnia abdominal, ou causas fetais, como defeitos de posicionamento e anomalias fetais. Pode também ser por desproporção feto-materna. Existem ainda fatores de risco como: o peso, sexo e número de fetos; a raça, duração da gestação, condição corporal e peso da vaca, número de partos, nutrição, idade da vaca, distócias anteriores, estação do ano, maneio e doenças concomitantes. O objetivo deste trabalho foi determinar a frequência de causas e potenciais fatores de risco para distócia e também a sua influência na sobrevivência dos vitelos e das vacas aos sete dias após o parto. Foram recolhidos dados de 52 partos distócicos, tendo sido registados através de um questionário que incluiu: exploração, identificação do animal, data de parto efetiva e prevista, data do último parto, raça e condição corporal da vaca e se esta era primípara ou multípara. Registou-se ainda a vigilância na exploração, os sinais de parto e se os produtores tinham feito alguma manobra ou administrado medicação. Foi ainda registado se havia desproporção feto-materna, número, sexo e posicionamento fetal e a resolução feita pelo veterinário. Por fim, registou-se a mortalidade do vitelo e da vaca aos sete dias pós-parto. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente através de regressão logística, considerando-se estatisticamente significativos os resultados p<0,05. Ao fim dos sete dias pós-parto, 84,62% das vacas encontravam-se vivas, sendo as variáveis "vigilância", "manobras prévias", "fetotomia" e "manobras obstétricas com tração mecânica" estatisticamente significativas na influência sobre a sobrevivência. Sobreviveram 36,54% dos vitelos sete dias após o nascimento, obtendo significância estatística a variável "raça". |
|---|---|
| Autores principais: | Picanço, Ana Filipa Santos |
| Assunto: | Mortalidade pós-parto Distocia Fatores de risco Vaca Vitelo Postpartum mortality Dystocia Risk factors Cow Calf |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A mortalidade de vitelos após o parto é um problema que tem vindo a aumentar ao longo do tempo. O interesse económico é elevado, uma vez que além da perda direta do valor do vitelo, o risco de morte da vaca também aumenta. Um dos fatores com maior preponderância na mortalidade no peri-parto é a distócia. Os partos distócicos são mais prolongados e difíceis que o esperado, necessitando de assistência. A etiologia de uma distócia é variada, podendo ter causas maternas, como a inércia uterina, anomalias do canal de parto, torção uterina e hérnia abdominal, ou causas fetais, como defeitos de posicionamento e anomalias fetais. Pode também ser por desproporção feto-materna. Existem ainda fatores de risco como: o peso, sexo e número de fetos; a raça, duração da gestação, condição corporal e peso da vaca, número de partos, nutrição, idade da vaca, distócias anteriores, estação do ano, maneio e doenças concomitantes. O objetivo deste trabalho foi determinar a frequência de causas e potenciais fatores de risco para distócia e também a sua influência na sobrevivência dos vitelos e das vacas aos sete dias após o parto. Foram recolhidos dados de 52 partos distócicos, tendo sido registados através de um questionário que incluiu: exploração, identificação do animal, data de parto efetiva e prevista, data do último parto, raça e condição corporal da vaca e se esta era primípara ou multípara. Registou-se ainda a vigilância na exploração, os sinais de parto e se os produtores tinham feito alguma manobra ou administrado medicação. Foi ainda registado se havia desproporção feto-materna, número, sexo e posicionamento fetal e a resolução feita pelo veterinário. Por fim, registou-se a mortalidade do vitelo e da vaca aos sete dias pós-parto. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente através de regressão logística, considerando-se estatisticamente significativos os resultados p<0,05. Ao fim dos sete dias pós-parto, 84,62% das vacas encontravam-se vivas, sendo as variáveis "vigilância", "manobras prévias", "fetotomia" e "manobras obstétricas com tração mecânica" estatisticamente significativas na influência sobre a sobrevivência. Sobreviveram 36,54% dos vitelos sete dias após o nascimento, obtendo significância estatística a variável "raça". |
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