Publicação
Infeções urinárias nosocomiais e na comunidade
| Resumo: | O estágio descrito neste relatório integra o plano de estudos do Mestrado em Análises Clínicas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e decorreu no Laboratório Lumilabo, A.P., nas áreas Pré-Analítica, Bioquímica/Endocrinologia, Microbiologia e Hematologia. Este relatório apresenta um resumo da experiência e conhecimentos adquiridos ao longo de seis meses, e descreve: os produtos biológicos, a execução dos parâmetros analíticos, as metodologias, sistemas e equipamentos utilizados. Refere ainda os procedimentos para a implementação do Controlo de Qualidade Interno e Avaliação Externa da Qualidade. O estágio realizado foi fundamental para colocar em prática e aprofundar conhecimentos teóricos adquiridos durante o mestrado, aprender a execução de metodologias e adquirir experiência profissional na área das Análises Clínicas. Neste documento é também apresentada, no âmbito da área da Microbiologia, uma monografia, com o título: Infeções urinárias nosocomiais e na comunidade. As Infeções do Trato Urinário (ITUs) são um problema de saúde comum e significativo que afeta tanto o ambiente hospitalar quanto a comunidade em geral e estão associadas a elevados custos económicos. Esta monografia fornece uma visão geral das ITUs, incluindo as suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e medidas preventivas. As ITUs ocorrem quando bactérias ou outros agentes patogénicos entram no trato urinário. O agente causador mais comum é a Escherichia coli (E. coli), embora outras bactérias, como Klebsiella, Proteus e Enterococcus, também possam estar envolvidas. Os fatores de risco para ITUs incluem o género feminino, afetam cerca de 50% das mulheres em algum momento das suas vidas sendo menos frequentes em homens, atividade sexual, anomalias do trato urinário, uso de cateteres e função imunológica comprometida. As cistites agudas não complicadas são as ITU mais comuns em oposição às pielonefrites. Quando há o aparecimento de infeções em crianças, mulheres pós-menopáusicas, grávidas, imunodeficientes, diabéticos ou portadores de uropatias (refluxo vesico-ureteral, disfunção vesical neurogénica, cateteres urológicos) as ITU são consideradas complicadas. Os sintomas das ITUs variam, mas geralmente incluem micção frequente, urgência intensa de urinar, ardor ou dor durante a micção, urina turva ou com sangue e dor abdominal inferior. Em casos mais graves, pode haver febre e dor lombar, indicando uma possível infeção renal. Para diagnosticar uma ITU, é recolhida uma amostra de urina para análise e cultura. A análise de urina examina as propriedades físicas e químicas da urina, como pH, presença de células sanguíneas e bactérias. A cultura de urina é realizada para identificar as bactérias específicas causadoras da infeção e determinar a sua suscetibilidade aos antibióticos. O tratamento das ITUs geralmente envolve um curso de antibióticos com base no patogénio identificado e no seu perfil de suscetibilidade. Antibióticos comumente prescritos incluem trimetoprim-sulfametoxazol, nitrofurantoína e ciprofloxacina. É importante completar todo o curso de antibióticos para garantir a erradicação da infeção e prevenir recorrências. A resistência aos antibióticos pode ocorrer se a bactéria possuir características estruturais ou enzimáticas que levam à resistência de um determinado antibiótico ou pode ser uma resistência adquirida. Medidas preventivas para ITUs incluem manter uma boa higiene pessoal, beber uma quantidade adequada de água, urinar com frequência, esvaziar a bexiga antes e depois da atividade sexual, evitar o uso de produtos de higiene feminina irritantes e usar roupas íntimas que permitam a respiração. A prevenção depende de fatores do próprio paciente como também de fatores externos sendo assim ainda difícil prevenir as infeções do trato urinário. Em conclusão, as ITUs são uma condição comum que pode causar desconforto significativo e complicações se não for tratada adequadamente. Compreender as causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e medidas preventivas é essencial para o manejo eficaz e prevenção das infeções do trato urinário. |
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| Autores principais: | Varela, Miriam de Fátima Luís |
| Assunto: | Pré-analítica Bioquímica Endocrinologia Microbiologia Hematologia Infeções urinárias Infeções do trato urinário (ITUs) Causas Sintomas Diagnóstico Tratamento Prevenção Escherichia coli (E. coli) Bactérias Urina Antibióticos Teses de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estágio descrito neste relatório integra o plano de estudos do Mestrado em Análises Clínicas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e decorreu no Laboratório Lumilabo, A.P., nas áreas Pré-Analítica, Bioquímica/Endocrinologia, Microbiologia e Hematologia. Este relatório apresenta um resumo da experiência e conhecimentos adquiridos ao longo de seis meses, e descreve: os produtos biológicos, a execução dos parâmetros analíticos, as metodologias, sistemas e equipamentos utilizados. Refere ainda os procedimentos para a implementação do Controlo de Qualidade Interno e Avaliação Externa da Qualidade. O estágio realizado foi fundamental para colocar em prática e aprofundar conhecimentos teóricos adquiridos durante o mestrado, aprender a execução de metodologias e adquirir experiência profissional na área das Análises Clínicas. Neste documento é também apresentada, no âmbito da área da Microbiologia, uma monografia, com o título: Infeções urinárias nosocomiais e na comunidade. As Infeções do Trato Urinário (ITUs) são um problema de saúde comum e significativo que afeta tanto o ambiente hospitalar quanto a comunidade em geral e estão associadas a elevados custos económicos. Esta monografia fornece uma visão geral das ITUs, incluindo as suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e medidas preventivas. As ITUs ocorrem quando bactérias ou outros agentes patogénicos entram no trato urinário. O agente causador mais comum é a Escherichia coli (E. coli), embora outras bactérias, como Klebsiella, Proteus e Enterococcus, também possam estar envolvidas. Os fatores de risco para ITUs incluem o género feminino, afetam cerca de 50% das mulheres em algum momento das suas vidas sendo menos frequentes em homens, atividade sexual, anomalias do trato urinário, uso de cateteres e função imunológica comprometida. As cistites agudas não complicadas são as ITU mais comuns em oposição às pielonefrites. Quando há o aparecimento de infeções em crianças, mulheres pós-menopáusicas, grávidas, imunodeficientes, diabéticos ou portadores de uropatias (refluxo vesico-ureteral, disfunção vesical neurogénica, cateteres urológicos) as ITU são consideradas complicadas. Os sintomas das ITUs variam, mas geralmente incluem micção frequente, urgência intensa de urinar, ardor ou dor durante a micção, urina turva ou com sangue e dor abdominal inferior. Em casos mais graves, pode haver febre e dor lombar, indicando uma possível infeção renal. Para diagnosticar uma ITU, é recolhida uma amostra de urina para análise e cultura. A análise de urina examina as propriedades físicas e químicas da urina, como pH, presença de células sanguíneas e bactérias. A cultura de urina é realizada para identificar as bactérias específicas causadoras da infeção e determinar a sua suscetibilidade aos antibióticos. O tratamento das ITUs geralmente envolve um curso de antibióticos com base no patogénio identificado e no seu perfil de suscetibilidade. Antibióticos comumente prescritos incluem trimetoprim-sulfametoxazol, nitrofurantoína e ciprofloxacina. É importante completar todo o curso de antibióticos para garantir a erradicação da infeção e prevenir recorrências. A resistência aos antibióticos pode ocorrer se a bactéria possuir características estruturais ou enzimáticas que levam à resistência de um determinado antibiótico ou pode ser uma resistência adquirida. Medidas preventivas para ITUs incluem manter uma boa higiene pessoal, beber uma quantidade adequada de água, urinar com frequência, esvaziar a bexiga antes e depois da atividade sexual, evitar o uso de produtos de higiene feminina irritantes e usar roupas íntimas que permitam a respiração. A prevenção depende de fatores do próprio paciente como também de fatores externos sendo assim ainda difícil prevenir as infeções do trato urinário. Em conclusão, as ITUs são uma condição comum que pode causar desconforto significativo e complicações se não for tratada adequadamente. Compreender as causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e medidas preventivas é essencial para o manejo eficaz e prevenção das infeções do trato urinário. |
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