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Caracterização do óleo de grainha de uva de distintas castas cultivadas sob as mesmas condições edafoclimáticas
| Summary: | A cultura de vinha (Vitis vinifera L.) é uma das mais importantes em todo o mundo. Estima-se que em Portugal são geradas anualmente cerca de 47000 toneladas de grainhas de uva. Este resíduo contém óleo comestível rico em ácido linoleico (ácido gordo essencial), proteínas e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, que importa valorizar. Neste trabalho, pretendeu-se avaliar o rendimento em óleo, a sua qualidade (acidez e produtos de oxidação) e composição em ácidos gordos do óleo extraído de grainhas de castas nacionais e internacionais. Estas castas foram cultivadas sob as mesmas condições edafo-climáticas e culturais, no Pólo de Dois Portos do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Das 29 castas estudadas, 21 delas têm origem em Portugal, sendo 5 tintas (Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira, Alfrocheiro, Aragonês (Tempranillo, Tinta Roriz)) e 19 brancas (Trincadeira das Pratas, Síria (Roupeiro Branco), Terrantez, Galego Dourado, Vital, Cerceal Branco, Avesso, Arinto, Malvasia Colares, Gouveio, Azal, Antão Vaz, Rabigato, Rabo de Ovelha, Cercial, Fernão Pires, Verdelho e Tália). Como castas de origem estrangeira, estudaram-se as castas francesas Chardonnay (branca), Cabernet Sauvignon (tinta) e Syrah (tinta), as castas italianas Sangiovese (tinta) e Tália (branca) e as castas espanholas Malvasia Rei ou Seminário (branca) e Perrum (branca). O teor máximo em óleo (18+0,62% b.s.) foi observado na casta Azal e o teor mínimo na Malvasia Rei (5+0,15% b.s.). O perfil de ácidos gordos é semelhante em todas as amostras. O ácido gordo maioritário foi o ácido linoleico, que variou de 69+0,75 % (Arinto e Syrah) a 75+0,3% (Malvasia Rei e Aragonês), seguido pelo ácido oleico que variou de 13+0,07% (Terrantez e Aragonês) a 19+0,6% (Syrah). Verificou-se que os óleos das castas mais ricas em óleo são os que em geral apresentam menores teores de ácido linoleico e maiores teores de ácido oleico |
|---|---|
| Main Authors: | Mota, Marina Fonseca |
| Subject: | composição em ácidos gordos extração química óleo de grainha de uva residuo vinicola Vitis vinifera |
| Year: | 2018 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | A cultura de vinha (Vitis vinifera L.) é uma das mais importantes em todo o mundo. Estima-se que em Portugal são geradas anualmente cerca de 47000 toneladas de grainhas de uva. Este resíduo contém óleo comestível rico em ácido linoleico (ácido gordo essencial), proteínas e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, que importa valorizar. Neste trabalho, pretendeu-se avaliar o rendimento em óleo, a sua qualidade (acidez e produtos de oxidação) e composição em ácidos gordos do óleo extraído de grainhas de castas nacionais e internacionais. Estas castas foram cultivadas sob as mesmas condições edafo-climáticas e culturais, no Pólo de Dois Portos do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Das 29 castas estudadas, 21 delas têm origem em Portugal, sendo 5 tintas (Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira, Alfrocheiro, Aragonês (Tempranillo, Tinta Roriz)) e 19 brancas (Trincadeira das Pratas, Síria (Roupeiro Branco), Terrantez, Galego Dourado, Vital, Cerceal Branco, Avesso, Arinto, Malvasia Colares, Gouveio, Azal, Antão Vaz, Rabigato, Rabo de Ovelha, Cercial, Fernão Pires, Verdelho e Tália). Como castas de origem estrangeira, estudaram-se as castas francesas Chardonnay (branca), Cabernet Sauvignon (tinta) e Syrah (tinta), as castas italianas Sangiovese (tinta) e Tália (branca) e as castas espanholas Malvasia Rei ou Seminário (branca) e Perrum (branca). O teor máximo em óleo (18+0,62% b.s.) foi observado na casta Azal e o teor mínimo na Malvasia Rei (5+0,15% b.s.). O perfil de ácidos gordos é semelhante em todas as amostras. O ácido gordo maioritário foi o ácido linoleico, que variou de 69+0,75 % (Arinto e Syrah) a 75+0,3% (Malvasia Rei e Aragonês), seguido pelo ácido oleico que variou de 13+0,07% (Terrantez e Aragonês) a 19+0,6% (Syrah). Verificou-se que os óleos das castas mais ricas em óleo são os que em geral apresentam menores teores de ácido linoleico e maiores teores de ácido oleico |
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