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Tecnologias na aprendizagem de língua estrangeira no ensino superior em Portugal : a realidade presencial e a distância

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Resumo:Os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos têm transformado a sociedade e a educação de várias formas. Neste contexto, é essencial alterar os paradigmas de ensino para que se adaptem ao mundo globalizado, promovendo experiências de aprendizagem motivadoras e enriquecedoras, que potenciem a aquisição de competências flexíveis e consequente empregabilidade dos jovens adultos. Considerando a importância do Inglês no mundo profissional, este estudo incide sobre a prática atual de ensino da língua no ensino superior, ao analisar as atitudes e perceções de docentes e estudantes relativamente à integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na aprendizagem da mesma. O objetivo deste estudo consiste em investigar a forma como os docentes utilizam a tecnologia para o desenvolvimento de competências de comunicação (ouvir, falar, ler e escrever) e para a avaliação, mas também em descrever o modo como os estudantes percecionam essa integração das TIC e as mobilizam para o estudo autónomo. Trata-se de um estudo de cariz quantitativo e teor descritivo-correlacional, no qual foram inquiridos 70 docentes e 341 estudantes de cursos do 1º ciclo (licenciatura) sobre três dimensões comuns, designadamente (i) atitudes perante a tecnologia; (ii) utilização de ferramentas Web 2.0 para o desenvolvimento de competências de comunicação em Inglês e (iii) avaliação com recurso à tecnologia. Os resultados foram analisados à luz da distinção do regime presencial e a distância e sugerem que os índices de atitude perante a tecnologia são mais elevados que os que remetem para o uso efetivo das TIC, encontrando-se, ainda, correlação entre as atitudes de docentes e estudantes de cada regime. Em ambos os grupos, os dados obtidos sugerem que as ferramentas Web são mais utilizadas para atividades de leitura e escrita e que a ferramenta tecnológica mais utilizada para a avaliação é do tipo ‘quiz’. Outros resultados relativos à prática docente indicam que o Moodle é a plataforma mais utilizada, que o computador é o recurso mais usual e que a principal abordagem metodológica a que se recorre é o da ‘aprendizagem baseada em projetos’. Os estudantes, por seu turno, consideram a tecnologia útil para a aprendizagem do Inglês e não identificam constrangimentos específicos que interfiram na integração das TIC, na instituição que frequentam. Além disso, os resultados sugerem que os estudantes utilizam a tecnologia principalmente para competências de receção (ouvir/ler) e que têm expetativas positivas sobre a utilização da tecnologia na aprendizagem de língua inglesa.
Autores principais:Chagas, Laura
Assunto:docentes estudantes ensino superior tecnologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos têm transformado a sociedade e a educação de várias formas. Neste contexto, é essencial alterar os paradigmas de ensino para que se adaptem ao mundo globalizado, promovendo experiências de aprendizagem motivadoras e enriquecedoras, que potenciem a aquisição de competências flexíveis e consequente empregabilidade dos jovens adultos. Considerando a importância do Inglês no mundo profissional, este estudo incide sobre a prática atual de ensino da língua no ensino superior, ao analisar as atitudes e perceções de docentes e estudantes relativamente à integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na aprendizagem da mesma. O objetivo deste estudo consiste em investigar a forma como os docentes utilizam a tecnologia para o desenvolvimento de competências de comunicação (ouvir, falar, ler e escrever) e para a avaliação, mas também em descrever o modo como os estudantes percecionam essa integração das TIC e as mobilizam para o estudo autónomo. Trata-se de um estudo de cariz quantitativo e teor descritivo-correlacional, no qual foram inquiridos 70 docentes e 341 estudantes de cursos do 1º ciclo (licenciatura) sobre três dimensões comuns, designadamente (i) atitudes perante a tecnologia; (ii) utilização de ferramentas Web 2.0 para o desenvolvimento de competências de comunicação em Inglês e (iii) avaliação com recurso à tecnologia. Os resultados foram analisados à luz da distinção do regime presencial e a distância e sugerem que os índices de atitude perante a tecnologia são mais elevados que os que remetem para o uso efetivo das TIC, encontrando-se, ainda, correlação entre as atitudes de docentes e estudantes de cada regime. Em ambos os grupos, os dados obtidos sugerem que as ferramentas Web são mais utilizadas para atividades de leitura e escrita e que a ferramenta tecnológica mais utilizada para a avaliação é do tipo ‘quiz’. Outros resultados relativos à prática docente indicam que o Moodle é a plataforma mais utilizada, que o computador é o recurso mais usual e que a principal abordagem metodológica a que se recorre é o da ‘aprendizagem baseada em projetos’. Os estudantes, por seu turno, consideram a tecnologia útil para a aprendizagem do Inglês e não identificam constrangimentos específicos que interfiram na integração das TIC, na instituição que frequentam. Além disso, os resultados sugerem que os estudantes utilizam a tecnologia principalmente para competências de receção (ouvir/ler) e que têm expetativas positivas sobre a utilização da tecnologia na aprendizagem de língua inglesa.