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Crenças infantis sobre a consulta médica e a intervenção da criança na consulta : consulta de pediatria : perspectiva da criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação apresenta um estudo qualitativo e observacional que tem como objetivo principal explorar as crenças infantis em relação à consulta de pediatria e estudar a intervenção da criança durante a consulta. A amostra é constituída por 21 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos, que frequentam a consulta de pediatria. Para obter-se dados sobre as crianças da amostra e a consulta da criança, usou-se o questionário demográfico e de informações relativa a questões médicas e da consulta. Como metodologia de exploração das crenças da criança em relação à consulta utilizouse uma entrevista semi-estruturada, cujas questões de orientação foram definidas de acordo com as dimensões em estudo e com a revisão de literatura. Para analisar a intervenção da criança no decorrer da consulta usou-se a gravação em vídeo e áudio. Os dados obtidos foram analisados e interpretados segundo uma análise de conteúdo. Os resultados demonstram que poucas crianças sabem o motivo da consulta e que a consulta, para elas, tem como finalidade o cuidado em caso de doença. A criança caracteriza a consulta segundo a sua finalidade e com a descrição da observação clínica. A intervenção da criança na consulta é muito limitada e ocorre principalmente sob a forma de fornecimento de informação, na fase de história. A criança intervém especialmente quando solicitada. Os conteúdos da sua intervenção são diversificados mas os mais frequentes relacionam-se com temas de natureza social (e.g., escola) e com a consulta (e.g., sintomas). A criança recorda principalmente a fase de observação clínica e os conteúdos da consulta memorizados/compreendidos relatados pela criança são confusos e pouco estruturados. Ainda, a criança não sabe explicar os procedimentos recomendados nem a sua finalidade. Os dados obtidos revelam a importância da realização de investigações futuras e da promoção do envolvimento da criança na consulta de pediatria.
Autores principais:Sousa, Ana Cristina Macedo Correia de
Assunto:Consulta de pediatria Crenças infantis Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação apresenta um estudo qualitativo e observacional que tem como objetivo principal explorar as crenças infantis em relação à consulta de pediatria e estudar a intervenção da criança durante a consulta. A amostra é constituída por 21 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos, que frequentam a consulta de pediatria. Para obter-se dados sobre as crianças da amostra e a consulta da criança, usou-se o questionário demográfico e de informações relativa a questões médicas e da consulta. Como metodologia de exploração das crenças da criança em relação à consulta utilizouse uma entrevista semi-estruturada, cujas questões de orientação foram definidas de acordo com as dimensões em estudo e com a revisão de literatura. Para analisar a intervenção da criança no decorrer da consulta usou-se a gravação em vídeo e áudio. Os dados obtidos foram analisados e interpretados segundo uma análise de conteúdo. Os resultados demonstram que poucas crianças sabem o motivo da consulta e que a consulta, para elas, tem como finalidade o cuidado em caso de doença. A criança caracteriza a consulta segundo a sua finalidade e com a descrição da observação clínica. A intervenção da criança na consulta é muito limitada e ocorre principalmente sob a forma de fornecimento de informação, na fase de história. A criança intervém especialmente quando solicitada. Os conteúdos da sua intervenção são diversificados mas os mais frequentes relacionam-se com temas de natureza social (e.g., escola) e com a consulta (e.g., sintomas). A criança recorda principalmente a fase de observação clínica e os conteúdos da consulta memorizados/compreendidos relatados pela criança são confusos e pouco estruturados. Ainda, a criança não sabe explicar os procedimentos recomendados nem a sua finalidade. Os dados obtidos revelam a importância da realização de investigações futuras e da promoção do envolvimento da criança na consulta de pediatria.