Publicação
Avaliação da comunicação entre clínicas dentárias e laboratórios de prótese dentária na realização duma estrutura de prótese esquelética: área metropolitana de Lisboa
| Resumo: | Introdução: Na construção de uma prótese parcial removível esquelética, o Médico Dentista tem o dever de planear a sua estrutura e transmitir essas informações ao Técnico de Prótese. Contudo, esta comunicação é descrita como insuficiente. Deste modo, esta investigação tem como objetivos avaliar a comunicação entre o Médico Dentista e o Técnico de Prótese na construção de uma prótese parcial removível, apurar o estado de desinfeção das impressões e se são desinfetadas no laboratório e recolher informações sobre os materiais, técnicas e procedimentos realizados na clínica e laboratório. Material e Métodos: Analisaram-se questionários preenchidos com base no exame de guias de requisição e modelos para a confeção de próteses parciais removíveis esqueléticas em laboratórios de Lisboa. Resultados: Verificou-se que, dos 53 questionários válidos, o Médico Dentista transmitiu instruções sobre o desenho em 5 casos e apenas fez o desenho de 1 em papel. Duas requisições não incluíram nenhuma informação e a maioria identificava o paciente com nome (81,1%). Todos os modelos foram obtidos por impressão convencional, com moldeira universal em 67,9% das vezes e alginato em 84,9% das vezes. Os métodos digitais não foram usados em nenhuma etapa. Todas as impressões foram desinfetadas no laboratório, maioritariamente com hipoclorito de sódio (98,1%), e não havia conhecimento do seu estado de desinfeção em 20,8% das vezes. A análise com paralelómetro foi realizada pelo Técnico de Prótese em 84,9% dos casos, sendo que 66% dos modelos de trabalho não tinham preparações pré-protéticas. Todas as estruturas metálicas foram obtidas por ligas cobalto-crómio e o método mais usado foi a fundição eletrónica (96,6%). Conclusões: A maior parte das instruções do desenho e do planeamento para a construção de próteses parciais removíveis não foram fornecidas pelo Médico Dentista ao Técnico de Prótese, verificando-se uma comunicação insuficiente entre clínicas e laboratórios em Lisboa. |
|---|---|
| Autores principais: | Reis, Filipa Alexandra Gomes dos |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2022 Saúde Oral |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Na construção de uma prótese parcial removível esquelética, o Médico Dentista tem o dever de planear a sua estrutura e transmitir essas informações ao Técnico de Prótese. Contudo, esta comunicação é descrita como insuficiente. Deste modo, esta investigação tem como objetivos avaliar a comunicação entre o Médico Dentista e o Técnico de Prótese na construção de uma prótese parcial removível, apurar o estado de desinfeção das impressões e se são desinfetadas no laboratório e recolher informações sobre os materiais, técnicas e procedimentos realizados na clínica e laboratório. Material e Métodos: Analisaram-se questionários preenchidos com base no exame de guias de requisição e modelos para a confeção de próteses parciais removíveis esqueléticas em laboratórios de Lisboa. Resultados: Verificou-se que, dos 53 questionários válidos, o Médico Dentista transmitiu instruções sobre o desenho em 5 casos e apenas fez o desenho de 1 em papel. Duas requisições não incluíram nenhuma informação e a maioria identificava o paciente com nome (81,1%). Todos os modelos foram obtidos por impressão convencional, com moldeira universal em 67,9% das vezes e alginato em 84,9% das vezes. Os métodos digitais não foram usados em nenhuma etapa. Todas as impressões foram desinfetadas no laboratório, maioritariamente com hipoclorito de sódio (98,1%), e não havia conhecimento do seu estado de desinfeção em 20,8% das vezes. A análise com paralelómetro foi realizada pelo Técnico de Prótese em 84,9% dos casos, sendo que 66% dos modelos de trabalho não tinham preparações pré-protéticas. Todas as estruturas metálicas foram obtidas por ligas cobalto-crómio e o método mais usado foi a fundição eletrónica (96,6%). Conclusões: A maior parte das instruções do desenho e do planeamento para a construção de próteses parciais removíveis não foram fornecidas pelo Médico Dentista ao Técnico de Prótese, verificando-se uma comunicação insuficiente entre clínicas e laboratórios em Lisboa. |
|---|