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Capacidade de trabalho e risco ocupacional na movimentação manual de doentes num hospital privado

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste estudo foi compreender a relação entre a capacidade de trabalho, a satisfação e o bem-estar dos profissionais, as exigências das tarefas de movimentação manual de doentes e a prevalência de lesões músculo-esqueléticas auto-referidas. Utilizaram-se os instrumentos: Índice de Capacidade para o Trabalho (versão Portuguesa do WAI, Fernandes da Silva et al, 2006), o Questionário Nórdico (adaptado por Fray e Hignett, 2009), os questionários de satisfação e de perceção na movimentação manual dos doentes (incluídos no IET, Fray e Hignett, 2009). A amostra foi constituída por enfermeiros (n=24) e auxiliares de ação médica (n=19) de dois serviços num hospital privado, na sua maioria mulheres, solteiros e licenciados, com uma idade média de 34,97 anos. A capacidade de trabalho dos profissionais correspondeu em média à categoria de “boa” capacidade para o trabalho, com um valor médio de 41,68 (dp=4,8). As LME auto-referidas (12 meses) foram mais prevalentes na coluna vertebral (cervical – 25,6%, dorsal – 23,3% e lombar – 30,2%) e nos ombros (20,9%). Do grupo de profissionais que estavam “quase sempre” satisfeitos com o seu trabalho, 93,8% apresentavam um ICT satisfatório. Quanto à movimentação manual de doentes, não houve nenhum acidente de trabalho reportado. 34,9% dos profissionais referiram que realizaram mobilizações ou transferências de doentes sem utilização de equipamento de ajuda técnica, quando este era recomendado. O desempenho dos profissionais durante as transferências foi bom, apesar da ausência de um plano específico. A satisfação dos doentes após a transferência era bastante elevada e a perceção dos profissionais em relação à execução das transferências também foi boa.
Autores principais:Vilela, Joana Martins
Assunto:Capacidade de trabalho Ergonomia hospitalar Lesões músculo-esqueléticas Movimentação manual de doentes Profissionais de saúde Satisfação no trabalho
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo foi compreender a relação entre a capacidade de trabalho, a satisfação e o bem-estar dos profissionais, as exigências das tarefas de movimentação manual de doentes e a prevalência de lesões músculo-esqueléticas auto-referidas. Utilizaram-se os instrumentos: Índice de Capacidade para o Trabalho (versão Portuguesa do WAI, Fernandes da Silva et al, 2006), o Questionário Nórdico (adaptado por Fray e Hignett, 2009), os questionários de satisfação e de perceção na movimentação manual dos doentes (incluídos no IET, Fray e Hignett, 2009). A amostra foi constituída por enfermeiros (n=24) e auxiliares de ação médica (n=19) de dois serviços num hospital privado, na sua maioria mulheres, solteiros e licenciados, com uma idade média de 34,97 anos. A capacidade de trabalho dos profissionais correspondeu em média à categoria de “boa” capacidade para o trabalho, com um valor médio de 41,68 (dp=4,8). As LME auto-referidas (12 meses) foram mais prevalentes na coluna vertebral (cervical – 25,6%, dorsal – 23,3% e lombar – 30,2%) e nos ombros (20,9%). Do grupo de profissionais que estavam “quase sempre” satisfeitos com o seu trabalho, 93,8% apresentavam um ICT satisfatório. Quanto à movimentação manual de doentes, não houve nenhum acidente de trabalho reportado. 34,9% dos profissionais referiram que realizaram mobilizações ou transferências de doentes sem utilização de equipamento de ajuda técnica, quando este era recomendado. O desempenho dos profissionais durante as transferências foi bom, apesar da ausência de um plano específico. A satisfação dos doentes após a transferência era bastante elevada e a perceção dos profissionais em relação à execução das transferências também foi boa.