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Globalização e inserção econômica do Brasil: fluxos de investimento externo direto na década de 90

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Resumo:Este documento entende a dinâmica da economia mundial, na atualidade, como reflexo do esgotamento de alguns dos elementos que respaldaram o período imediatamente anterior (1945–1973), atestando mudanças significativas em curso, tanto no âmbito político-ideológico, quanto nos mecanismos institucionais indispensáveis à atual estratégia de acumulação capitalista. Trata em especial do caso brasileiro – anos 90 – destacando os investimentos externos diretos – IED, cujos fluxos líquidos apresentaram, no período em foco, crescimento extraordinário, como elemento fundamental da inserção internacional do país. Indica como determinantes e/ou condicionantes do fluxo de IED: a) a construção de um cenário macroeconômico de relativa estabilidade – implantação do Plano Real, b) O Programa Nacional de Desestatização – PND – facilitador da entrada do capital externo, via privatização; e c) a instauração do Programa de Estímulo à reestruturação e ao fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional – PROER – que estimulou fusões e aquisições transfronteiriças, especialmente no setor bancário. Considera, ainda, a "<u>política neoliberal praticada no Brasil</u>, pós 1990, como responsável pela mudança de papel do Estado Nacional, que passou de produtor a regulador de um cenário propício ao desenvolvimento do capital privado, dando ênfase ao capital externo como forma de inserção do país no mundo globalizado.
Autores principais:Aguiar, Gelfa de Maria Costa
Assunto:globalização economia brasileira IED privatizações fusões década de 90 globalization Brazilian economy IED privatizations fusions 90’s
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este documento entende a dinâmica da economia mundial, na atualidade, como reflexo do esgotamento de alguns dos elementos que respaldaram o período imediatamente anterior (1945–1973), atestando mudanças significativas em curso, tanto no âmbito político-ideológico, quanto nos mecanismos institucionais indispensáveis à atual estratégia de acumulação capitalista. Trata em especial do caso brasileiro – anos 90 – destacando os investimentos externos diretos – IED, cujos fluxos líquidos apresentaram, no período em foco, crescimento extraordinário, como elemento fundamental da inserção internacional do país. Indica como determinantes e/ou condicionantes do fluxo de IED: a) a construção de um cenário macroeconômico de relativa estabilidade – implantação do Plano Real, b) O Programa Nacional de Desestatização – PND – facilitador da entrada do capital externo, via privatização; e c) a instauração do Programa de Estímulo à reestruturação e ao fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional – PROER – que estimulou fusões e aquisições transfronteiriças, especialmente no setor bancário. Considera, ainda, a "<u>política neoliberal praticada no Brasil</u>, pós 1990, como responsável pela mudança de papel do Estado Nacional, que passou de produtor a regulador de um cenário propício ao desenvolvimento do capital privado, dando ênfase ao capital externo como forma de inserção do país no mundo globalizado.