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Para uma geografia com todos os lugares: reflexões a partir do caso europeu

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A história não se repete. Mas há recorrências que não podem ser ignoradas. Após a crise dos anos 1930, os movimentos de extrema-direita e os regimes autoritários e fascistas encontraram um contexto particularmente favorável para se expandirem e consolidarem na Europa e noutras partes do mundo. Atualmente, no rescaldo da crise financeira simbolicamente iniciada nos EUA no dia 15 setembro de 2008 com a falência do poderoso banco de investimentos Lehman Brothers, crise essa que rapidamente se transformou numa crise económica, social e política agravada pelas medidas de austeridade impostas pelas organizações internacionais para a combater, assistimos a uma nova onda de movimentos de extrema-direita não só na Europa, como em outros continentes.neste contexto que devemos colocar a necessidade de radicalizar a democracia e de discutir como fazê-lo. Este capítulo tem como objetivo contribuir para o debate sobre essa necessidade premente, tendo como referência a realidade europeia recente e como ponto de vista o papel da ciência e, em particular, da Geografia.
Autores principais:Ferrão, João
Assunto:Democracia Geografia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A história não se repete. Mas há recorrências que não podem ser ignoradas. Após a crise dos anos 1930, os movimentos de extrema-direita e os regimes autoritários e fascistas encontraram um contexto particularmente favorável para se expandirem e consolidarem na Europa e noutras partes do mundo. Atualmente, no rescaldo da crise financeira simbolicamente iniciada nos EUA no dia 15 setembro de 2008 com a falência do poderoso banco de investimentos Lehman Brothers, crise essa que rapidamente se transformou numa crise económica, social e política agravada pelas medidas de austeridade impostas pelas organizações internacionais para a combater, assistimos a uma nova onda de movimentos de extrema-direita não só na Europa, como em outros continentes.neste contexto que devemos colocar a necessidade de radicalizar a democracia e de discutir como fazê-lo. Este capítulo tem como objetivo contribuir para o debate sobre essa necessidade premente, tendo como referência a realidade europeia recente e como ponto de vista o papel da ciência e, em particular, da Geografia.